'Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão.
Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito
jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não,
e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto.
Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua
(Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em
putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa.
Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Ariano Suassuna
Realmente, alguma coisa está muito errada com esse nosso país, quando se levanta a mão pra se vangloriar que é rapariga, cachorra, raparigueiro, cachaceiro, que gosta de puteiro, aonda vamos parar? como podemos querer pessoas sérias, competentes? e não pensem que uma coisa não tem a ver com a outra não, pq tem e muito! E como as mulheres querem respeito como havia antigamente? Se hoje elas pedem 'ferro', 'quero logo 3', 'lapada na rachada'? Os homens vão e atendem. Vamos passar essa mensagem adiante, as pessoas não podem continuar gritando e vibrando por serem putas e raparigueiros não. Reflitam bem sobre isso, eu sei que gosto é gosto... Mas, pensem direitinho se querem continuar gostando desse tipo de 'forró' ou qualquer outro tipo de ruído, ou se querem ser alguém de respeito na vida!
Raimundo Holanda
Psicólogo
quinta-feira, agosto 06, 2009
terça-feira, agosto 04, 2009
Jesus x Preconceito
Jesus não tinha preconceitos por um motivo muito simples, Ele tinha conceitos!
Quando Jesus se aproximou da prostituta Ele não teve preconceito porque tinha um conceito formado: Odiava seu pecado, mas amava a sua vida!
Quando Jesus chamou cobradores de impostos para segui-lo Ele não teve preconceito porque tinha um conceito formado: Havia poder suficiente para transformar o coração daquele homem!
Quando Jesus se deparou com a mulher adultera e não a apedrejou é porque Ele tinha um conceito formado: Ele veio dar a vida pelo o que havia se perdido!
Quando o jovem rico se aproxima de Jesus, Ele não se deixa seduzir por seu dinheiro, mas o confronta porque Ele tinha um conceito formado: é preciso entregar-se de coração na causa que se pretende seguir!
Jesus não tem nenhum preconceito a nenhuma forma de pecado porque tem um conceito formado: Ele abomina o pecado!
Jesus não tem nenhum tipo de preconceito em relação aos pecadores porque ele tem um conceito formado: Ele ama o pecador!
Nossos preconceitos nascem como fruto da nossa lentidão de pensar e posicionar-se quanto a questões da vida.Não paramos pra pensar, ler, estudar, aprender... e quando somos surpreendidos por questões ou pessoas, formamos nossos preconceitos.
Ter preconceitos é como estar preocupado, ou seja, ter um conceito formado antes da hora é como estar ocupado antes da hora.
Leia, busque e aprenda e forme seus conceitos de forma clara e ponha fim aos preconceitos.
Nossos preconceitos afastam as pessoas de Deus.Esteja preparado para responder a respeito da esperança da sua fé!
Busque saber o que Deus pensa sobre as coisas e pessoas e tente responder e agir como Ele agiria. Afinal, somos embaixadores do seu Reino!
Cristiano Caracek
http://www.publlideias.blogspot.com/
Quando Jesus se aproximou da prostituta Ele não teve preconceito porque tinha um conceito formado: Odiava seu pecado, mas amava a sua vida!
Quando Jesus chamou cobradores de impostos para segui-lo Ele não teve preconceito porque tinha um conceito formado: Havia poder suficiente para transformar o coração daquele homem!
Quando Jesus se deparou com a mulher adultera e não a apedrejou é porque Ele tinha um conceito formado: Ele veio dar a vida pelo o que havia se perdido!
Quando o jovem rico se aproxima de Jesus, Ele não se deixa seduzir por seu dinheiro, mas o confronta porque Ele tinha um conceito formado: é preciso entregar-se de coração na causa que se pretende seguir!
Jesus não tem nenhum preconceito a nenhuma forma de pecado porque tem um conceito formado: Ele abomina o pecado!
Jesus não tem nenhum tipo de preconceito em relação aos pecadores porque ele tem um conceito formado: Ele ama o pecador!
Nossos preconceitos nascem como fruto da nossa lentidão de pensar e posicionar-se quanto a questões da vida.Não paramos pra pensar, ler, estudar, aprender... e quando somos surpreendidos por questões ou pessoas, formamos nossos preconceitos.
Ter preconceitos é como estar preocupado, ou seja, ter um conceito formado antes da hora é como estar ocupado antes da hora.
Leia, busque e aprenda e forme seus conceitos de forma clara e ponha fim aos preconceitos.
Nossos preconceitos afastam as pessoas de Deus.Esteja preparado para responder a respeito da esperança da sua fé!
Busque saber o que Deus pensa sobre as coisas e pessoas e tente responder e agir como Ele agiria. Afinal, somos embaixadores do seu Reino!
Cristiano Caracek
http://www.publlideias.blogspot.com/
segunda-feira, junho 22, 2009
Qual meu tipo de fruto?
TEXTO-BASE: Mateus 12:33; 12:35-37
Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.
Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.
O homem bom tira do tesouro bom coisas boas, mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo;
Porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.
Não sabemos que tipo de árvore Jesus estava fazendo essa comparação, mas só para enriquecer nosso conhecimento, vamos entender um pouco sobre a vegetação da Palestina.
VEGETAÇÃO: Sagrada e econômica
No que tange a questão da vegetação a Palestina, apesar de suas condições climáticas apresenta certa diversidade. As arvores mais comuns e que não tinham uma função econômica eram o carvalho e os Terebintos. Estas plantas tinham seu valor determinado pela sua utilidade, como a sombra, por exemplo.
Outro tipo de cultivo de plantas era motivado por sua aplicabilidade econômica e religiosa. Havia aquelas de ‘primeira’ grandeza como a oliveira, a figueira e videira. Estas eram cultivadas por causa de sua necessidade na alimentação diária ou por seu valor farmacêutico, contudo havia uma função que lhes era facultada comumente, a liturgia do templo. Havia ainda as de ‘segunda’ grandeza, como ameixeira, macieira, pareira e os sicomoro.
Os principais cereais eram aveia e o trigo. Este era a o alimento mais precioso aos olhos do povo da Palestina, ao passo que, aquele era desprezado porque era destinado aos animais e, muitas vezes, aos pobres.
As lentilhas, as favas, a cebola, o alface, a chicória, os agriões, as beldroegas, constituíam as hortaliças. Algumas tinham sua função simplesmente nas refeições diárias e outras eram usadas como base das ervas amargas na festa do cordeiro pascal.
1- Minha vida tem sido um testemunho do agir de Deus?
Assim, como a árvore descrita nessa passagem, nossa preocupação maior é incutir em suas cabeças, a verdade do evangelho, como verdade possível e real. Não como os lendários contos de fada, que tanto conhecemos, “Vivermos felizes para sempre”, mas entender a palavra de Deus como algo possível.
Consigo me vislumbrar com algumas muitas pessoas. Almejo uma igreja despontando como um lugar onde se encontra a verdade de Deus, a partir de cada um de nós, testemunhos vivos e passíveis de falhas.
Eu me pergunto se realmente tenho florescido frutos bons, perpetuado coisas boas, e essa é uma preocupação real e diária até porque pela nossa própria falibilidade, ou seja, somos falhos, não somos perfeitos, porém buscamos instante após instante nos assemelharmos a Jesus. Será que realmente aquilo que você tem entendido de Deus tem feito o diferencial na vida de outras pessoas? Será que o seu testemunho tem gerado desconforto a outras pessoas, a tal ponto delas procurarem mudança de vida?
Leo Aikman disse o seguinte: “Você pode conhecer mais de uma pessoa pelo que ela diz dos outros do que pelo que os outros falam dela”.
Porque pelo fruto se conhece a árvore. (v.33)
Qual é o tipo de fruto da sua árvore?
Fruto da justiça?
Fruto da paz?
Fruto da união?
Fruto do bom convívio?
Fruto da amizade?
E faço a mesma pergunta que intitula esse ponto: Minha vida tem sido um testemunho do agir de Deus?
2- Qual têm sido minha escolha de fruto, a justificação ou a condenação?
Eu estava ontem assistindo à TV, aliás, procurando algum canal que tivesse um programa interessante para eu parar e assistir, mas parece que o sábado não é um dia favorável a programas bons. E nessas mudanças de canal passei por um programa de entrevista, que é até de Fortaleza, não sei o nome, mas tem um formato de entrevista, e por sinal o entrevistado estava com uma convidada que conheço uma boa escritora cearense, que não vai ser preciso dizer o nome, até porque não seria legal, mas ela fez um comentário que eu precisei parar e escutar, saber até onde ela iria. Ela disse assim: “- Somos resultado do acaso. O nosso próprio nascimento é o acaso.” E aquilo me pareceu meio estranho escutar e entender que o meu nascimento foi obra do acaso, do casual.
O dicionário define acaso como:
1. Conjunto de causas independentes entre si que, por leis ignoradas, determinam um acontecimento qualquer;
2. Acontecimento fortuito; casualidade;
3. Casualmente, fortuitamente; por acaso;
A minha admiração por essa escritora não acabou, de forma alguma até porque não sei como ela mesma define Deus. Mas, uma coisa é certa, não sou obra do acaso. Sou obra prima de Deus, que em seu melhor momento me formou como criatura sua, co-herdeiro de Jesus. Não sou fruto do nada!
Nossas palavras ao invés de perpetuar a maldade, como frutos de nossas próprias condenações, deveriam perpetuar a misericórdia e o amor de Deus. Quando Deus formou a cada um de nós, saibamos que ele fez o seu melhor, quando formou você... mesmo num cenário difícil, numa situação adversa, num contexto distorcido, saiba ele fez o melhor. Você é o melhor de Deus.
As minhas palavras como instrumento do lapidar do Senhor devem permear o amor de Deus. Não simplesmente um soltar de palavras, mas um viver de palavras. É muito fácil falar do irmão, porque ele não está vindo para igreja, porque ele preferiu ir assistir a um futebol, ao invés de escutar a palavra de Deus, enfim, difícil é se achegar ao irmão e lhe trazer um conforto, em demonstração da misericórdia de Deus. Qual tem sido o teor das minhas palavras, justificação ou condenação?
Lembrando da frase de Leo Aikman: “Você pode conhecer mais de uma pessoa pelo que ela diz dos outros do que pelo que os outros falam dela”.
Jesus é muito enfático quando diz: v. 34 – Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala o que está cheio o coração.
Muitas vezes nosso coração está distante de Deus, mas por exercermos uma determinada função cristã, falamos algo distante da realidade, distante de um relacionamento com Deus.
Jesus quando diz isso, ele está falando para os fariseus que o recriminaram. Eles falaram que Jesus expelia os demônios em nome de Belzebu (v.24). E o Senhor os chama de Raça de víboras. Falsos. Hipócritas. Sepulcros caiados!
A boca fala o que o coração está cheio.
O coração deles estava cheios de altivez, arrogância, “conhecimento”, mas o que Jesus quer é um coração contrito, leve e adorador.
A multidão, mesmo querendo ver milagres, cria que Jesus podia curá-los, mesmo indo atrás de Jesus só para ver o filho do Homem em ação, eles não julgavam os atos de Jesus, mas os religiosos, sim.
E está é a diferença do fruto bom e mau.
No v. 37 diz: porque pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.
Jesus nos coloca opções, escolhas. É muito interessante caminhar com Jesus, relacionar-se com ele, porque ele nos dá oportunidade de construirmos a nossa história colocando opções.
Palavras de justificação x Palavras de condenação
Frutos bons x Frutos Maus
Podemos caminhar em escolhas, mas a boca é traiçoeira ela com certeza falará muito.
A Bíblia fala algumas coisas interessantes sobre o coração e a boca, veja:
I Cr. 28:9 – O Senhor que esquadrinha o coração...
II Cr. 16:9 – Porque, quanto ao Senhor, os olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele...
Sl 21:10 – Cria em mim ó Deus um coração puro...
Pv 4:23 – Guardo o meu coração porque dele procede as saídas da vida...
Jr 17: 9 e 10 – Enganoso é o coração, mas que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá, eu o Senhor esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos ...
Sobre a boca, a língua
Sl. 34:13 – Refreia a tua língua...
Pv.18:21 – Morte e a vida estão no poder da língua ...
Tg. 3:5 – Assim como a língua, um pequeno órgão se gaba de grandes coisas, vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva.
Tanto a boca ou língua como nosso coração deve honrar a Deus e ao meu próximo.
Minha boca ou língua e coração deve escolher que fruto dará, só não pode, ora ser boa, ora ser má.
Em que tenho me alicerçado durante minha caminhada? Queridos, que o nosso entendimento acerca da palavra do Senhor, nossas práticas, possa trazer esperança a outras pessoas a tal ponto que elas se sintam constrangidas a uma renovação de mente e a uma mudança de comportamento e que essa igreja seja realmente o Lugar da Misericórdia Divina.
Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.
Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.
O homem bom tira do tesouro bom coisas boas, mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo;
Porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.
Não sabemos que tipo de árvore Jesus estava fazendo essa comparação, mas só para enriquecer nosso conhecimento, vamos entender um pouco sobre a vegetação da Palestina.
VEGETAÇÃO: Sagrada e econômica
No que tange a questão da vegetação a Palestina, apesar de suas condições climáticas apresenta certa diversidade. As arvores mais comuns e que não tinham uma função econômica eram o carvalho e os Terebintos. Estas plantas tinham seu valor determinado pela sua utilidade, como a sombra, por exemplo.
Outro tipo de cultivo de plantas era motivado por sua aplicabilidade econômica e religiosa. Havia aquelas de ‘primeira’ grandeza como a oliveira, a figueira e videira. Estas eram cultivadas por causa de sua necessidade na alimentação diária ou por seu valor farmacêutico, contudo havia uma função que lhes era facultada comumente, a liturgia do templo. Havia ainda as de ‘segunda’ grandeza, como ameixeira, macieira, pareira e os sicomoro.
Os principais cereais eram aveia e o trigo. Este era a o alimento mais precioso aos olhos do povo da Palestina, ao passo que, aquele era desprezado porque era destinado aos animais e, muitas vezes, aos pobres.
As lentilhas, as favas, a cebola, o alface, a chicória, os agriões, as beldroegas, constituíam as hortaliças. Algumas tinham sua função simplesmente nas refeições diárias e outras eram usadas como base das ervas amargas na festa do cordeiro pascal.
1- Minha vida tem sido um testemunho do agir de Deus?
Assim, como a árvore descrita nessa passagem, nossa preocupação maior é incutir em suas cabeças, a verdade do evangelho, como verdade possível e real. Não como os lendários contos de fada, que tanto conhecemos, “Vivermos felizes para sempre”, mas entender a palavra de Deus como algo possível.
Consigo me vislumbrar com algumas muitas pessoas. Almejo uma igreja despontando como um lugar onde se encontra a verdade de Deus, a partir de cada um de nós, testemunhos vivos e passíveis de falhas.
Eu me pergunto se realmente tenho florescido frutos bons, perpetuado coisas boas, e essa é uma preocupação real e diária até porque pela nossa própria falibilidade, ou seja, somos falhos, não somos perfeitos, porém buscamos instante após instante nos assemelharmos a Jesus. Será que realmente aquilo que você tem entendido de Deus tem feito o diferencial na vida de outras pessoas? Será que o seu testemunho tem gerado desconforto a outras pessoas, a tal ponto delas procurarem mudança de vida?
Leo Aikman disse o seguinte: “Você pode conhecer mais de uma pessoa pelo que ela diz dos outros do que pelo que os outros falam dela”.
Porque pelo fruto se conhece a árvore. (v.33)
Qual é o tipo de fruto da sua árvore?
Fruto da justiça?
Fruto da paz?
Fruto da união?
Fruto do bom convívio?
Fruto da amizade?
E faço a mesma pergunta que intitula esse ponto: Minha vida tem sido um testemunho do agir de Deus?
2- Qual têm sido minha escolha de fruto, a justificação ou a condenação?
Eu estava ontem assistindo à TV, aliás, procurando algum canal que tivesse um programa interessante para eu parar e assistir, mas parece que o sábado não é um dia favorável a programas bons. E nessas mudanças de canal passei por um programa de entrevista, que é até de Fortaleza, não sei o nome, mas tem um formato de entrevista, e por sinal o entrevistado estava com uma convidada que conheço uma boa escritora cearense, que não vai ser preciso dizer o nome, até porque não seria legal, mas ela fez um comentário que eu precisei parar e escutar, saber até onde ela iria. Ela disse assim: “- Somos resultado do acaso. O nosso próprio nascimento é o acaso.” E aquilo me pareceu meio estranho escutar e entender que o meu nascimento foi obra do acaso, do casual.
O dicionário define acaso como:
1. Conjunto de causas independentes entre si que, por leis ignoradas, determinam um acontecimento qualquer;
2. Acontecimento fortuito; casualidade;
3. Casualmente, fortuitamente; por acaso;
A minha admiração por essa escritora não acabou, de forma alguma até porque não sei como ela mesma define Deus. Mas, uma coisa é certa, não sou obra do acaso. Sou obra prima de Deus, que em seu melhor momento me formou como criatura sua, co-herdeiro de Jesus. Não sou fruto do nada!
Nossas palavras ao invés de perpetuar a maldade, como frutos de nossas próprias condenações, deveriam perpetuar a misericórdia e o amor de Deus. Quando Deus formou a cada um de nós, saibamos que ele fez o seu melhor, quando formou você... mesmo num cenário difícil, numa situação adversa, num contexto distorcido, saiba ele fez o melhor. Você é o melhor de Deus.
As minhas palavras como instrumento do lapidar do Senhor devem permear o amor de Deus. Não simplesmente um soltar de palavras, mas um viver de palavras. É muito fácil falar do irmão, porque ele não está vindo para igreja, porque ele preferiu ir assistir a um futebol, ao invés de escutar a palavra de Deus, enfim, difícil é se achegar ao irmão e lhe trazer um conforto, em demonstração da misericórdia de Deus. Qual tem sido o teor das minhas palavras, justificação ou condenação?
Lembrando da frase de Leo Aikman: “Você pode conhecer mais de uma pessoa pelo que ela diz dos outros do que pelo que os outros falam dela”.
Jesus é muito enfático quando diz: v. 34 – Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala o que está cheio o coração.
Muitas vezes nosso coração está distante de Deus, mas por exercermos uma determinada função cristã, falamos algo distante da realidade, distante de um relacionamento com Deus.
Jesus quando diz isso, ele está falando para os fariseus que o recriminaram. Eles falaram que Jesus expelia os demônios em nome de Belzebu (v.24). E o Senhor os chama de Raça de víboras. Falsos. Hipócritas. Sepulcros caiados!
A boca fala o que o coração está cheio.
O coração deles estava cheios de altivez, arrogância, “conhecimento”, mas o que Jesus quer é um coração contrito, leve e adorador.
A multidão, mesmo querendo ver milagres, cria que Jesus podia curá-los, mesmo indo atrás de Jesus só para ver o filho do Homem em ação, eles não julgavam os atos de Jesus, mas os religiosos, sim.
E está é a diferença do fruto bom e mau.
No v. 37 diz: porque pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.
Jesus nos coloca opções, escolhas. É muito interessante caminhar com Jesus, relacionar-se com ele, porque ele nos dá oportunidade de construirmos a nossa história colocando opções.
Palavras de justificação x Palavras de condenação
Frutos bons x Frutos Maus
Podemos caminhar em escolhas, mas a boca é traiçoeira ela com certeza falará muito.
A Bíblia fala algumas coisas interessantes sobre o coração e a boca, veja:
I Cr. 28:9 – O Senhor que esquadrinha o coração...
II Cr. 16:9 – Porque, quanto ao Senhor, os olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele...
Sl 21:10 – Cria em mim ó Deus um coração puro...
Pv 4:23 – Guardo o meu coração porque dele procede as saídas da vida...
Jr 17: 9 e 10 – Enganoso é o coração, mas que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá, eu o Senhor esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos ...
Sobre a boca, a língua
Sl. 34:13 – Refreia a tua língua...
Pv.18:21 – Morte e a vida estão no poder da língua ...
Tg. 3:5 – Assim como a língua, um pequeno órgão se gaba de grandes coisas, vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva.
Tanto a boca ou língua como nosso coração deve honrar a Deus e ao meu próximo.
Minha boca ou língua e coração deve escolher que fruto dará, só não pode, ora ser boa, ora ser má.
Em que tenho me alicerçado durante minha caminhada? Queridos, que o nosso entendimento acerca da palavra do Senhor, nossas práticas, possa trazer esperança a outras pessoas a tal ponto que elas se sintam constrangidas a uma renovação de mente e a uma mudança de comportamento e que essa igreja seja realmente o Lugar da Misericórdia Divina.
quinta-feira, março 26, 2009
Alimente-se da Palavra
Eno Theodoro Wanke, poeta e engenheiro brasileiro, afirmou com muita propriedade: “ Um livro pode ser nosso sem nos pertencer. Só um livro lido nos pertence realmente.” Aprofundando essa idéia em relação a Bíblia, ela somente nos pertence se além de lida, for por nós encarnada.
A leitura correta da Bíblia só é feita quando, ao mesmo tempo, buscamos vivê-la. Caminhar pela vida incorporando a leitura à vida e vice-versa. Os conteúdos das Escrituras não têm como propósito encher nosso cérebro de informações através de exercícios de memorização, mas o propósito da leitura da Bíblia é transformar a nossa vida pela prática dos princípios e valores por ela ensinados.
Precisamos permitir que a Palavra penetre em nossa alma para trabalhá-la. Certa ocasião, Jesus falou aos Judeus: “Eu sou o pão da vida. Os seus antepassados comeram o maná no deserto, mas morreram. Todavia, aqui está o pão que desce do céu, para que não morra quem dele comer”. (João 6.48-50).
A escolha é nossa, podemos continuar comendo um maná borolento incapaz de nutrir trazendo saúde e conseqüentemente vida. Mas temos também a opção de nos alimentarmos do “Pão que desce do céu”, o Verbo que se fez e se faz carne. Se fez carne na pessoa de Jesus de Nazaré e se faz carne na vida de qualquer pessoa que Dele se alimente.
Podemos nos alimentar do fermento dos fariseus e transformarmo-nos em hipócritas, mas temos à nossa disposição o pão que nos transforma em gente cheia de graça e de verdade, gente boa, do bem, apesar de imperfeitos.
Leia a Bíblia como quem saboreia a melhor iguaria, sem pressa, pois o importante não é a quantidade de capítulos que lemos, mas nossa capacidade de apreciar o que está diante de nós: a Palavra de Deus; não é para encher a cabeça, mas o coração. Deus, como disse Rudolf Otto, teólogo alemão, é Misterium Tremendum, foi Dele, através do Espírito Santo que essa Palavra foi gerada, e escrita por humanos com beleza e bondade, por isso requer-se do leitor que deseja comer desse Pão como disse o poeta Rainer Maria Rilke: "que nem sempre permaneça curvado sobre as páginas; ele freqüentemente se recosta e fecha os olhos sobre uma linha”. A essa forma de leitura os antigos chamavam lectio divina, leitura que penetra o espírito transformando-se em amor , santidade e sabedoria.
Sente-se à mesa com Jesus; receba o pão das mãos dele; desacelere; coma-o lentamente; entre no mundo de Deus, pois só um livro realmente lido nos pertence e nos transforma.
Desejo essa mesa, estou apaixonado por aquele que parte o pão, por aquele que é o Pão. Pão que me faz viver, e que me transforma. Afinal de contas como dizem alguns: você é o que você come! De que se alimenta sua alma?
Um grande abraço!
Otacílio de Pontes.
Pastor da Betesda Joaquim Távora
A leitura correta da Bíblia só é feita quando, ao mesmo tempo, buscamos vivê-la. Caminhar pela vida incorporando a leitura à vida e vice-versa. Os conteúdos das Escrituras não têm como propósito encher nosso cérebro de informações através de exercícios de memorização, mas o propósito da leitura da Bíblia é transformar a nossa vida pela prática dos princípios e valores por ela ensinados.
Precisamos permitir que a Palavra penetre em nossa alma para trabalhá-la. Certa ocasião, Jesus falou aos Judeus: “Eu sou o pão da vida. Os seus antepassados comeram o maná no deserto, mas morreram. Todavia, aqui está o pão que desce do céu, para que não morra quem dele comer”. (João 6.48-50).
A escolha é nossa, podemos continuar comendo um maná borolento incapaz de nutrir trazendo saúde e conseqüentemente vida. Mas temos também a opção de nos alimentarmos do “Pão que desce do céu”, o Verbo que se fez e se faz carne. Se fez carne na pessoa de Jesus de Nazaré e se faz carne na vida de qualquer pessoa que Dele se alimente.
Podemos nos alimentar do fermento dos fariseus e transformarmo-nos em hipócritas, mas temos à nossa disposição o pão que nos transforma em gente cheia de graça e de verdade, gente boa, do bem, apesar de imperfeitos.
Leia a Bíblia como quem saboreia a melhor iguaria, sem pressa, pois o importante não é a quantidade de capítulos que lemos, mas nossa capacidade de apreciar o que está diante de nós: a Palavra de Deus; não é para encher a cabeça, mas o coração. Deus, como disse Rudolf Otto, teólogo alemão, é Misterium Tremendum, foi Dele, através do Espírito Santo que essa Palavra foi gerada, e escrita por humanos com beleza e bondade, por isso requer-se do leitor que deseja comer desse Pão como disse o poeta Rainer Maria Rilke: "que nem sempre permaneça curvado sobre as páginas; ele freqüentemente se recosta e fecha os olhos sobre uma linha”. A essa forma de leitura os antigos chamavam lectio divina, leitura que penetra o espírito transformando-se em amor , santidade e sabedoria.
Sente-se à mesa com Jesus; receba o pão das mãos dele; desacelere; coma-o lentamente; entre no mundo de Deus, pois só um livro realmente lido nos pertence e nos transforma.
Desejo essa mesa, estou apaixonado por aquele que parte o pão, por aquele que é o Pão. Pão que me faz viver, e que me transforma. Afinal de contas como dizem alguns: você é o que você come! De que se alimenta sua alma?
Um grande abraço!
Otacílio de Pontes.
Pastor da Betesda Joaquim Távora
terça-feira, março 24, 2009
O sal da terra e a Luz do mundo
"Vivemos feito bandos de ratos aflitos, recorrendo à droga, à bebida, ao delírio, à alienação e à indiferença, para aguentar uma realidade cada dia mais confusa" (LIA LUFT).
A gente se acostuma a criticar os jovens por eles serem pouco educados, os homens por serem arrogantes, as mulheres por serem chatas, os governos por serem omissos ou incompetentes, quando não mal-intencionados. Políticos sendo acusados de corrupção é tão trivial que as exceções se vão tornando ícones, ralas esperanças nossas. Onde estão os homens honrados, os cidadãos ilustres e respeitados, que buscam o bem da pátria e do povo, independentemente de cargos, poder e vantagens?
Transgredir no mau sentido é natural entre nós. Ladrões e assassinos, mesmo estupradores, recebem penas ridículas ou aguardam o julgamento em liberdade; se condenados, conseguem indultos absurdos ou saem em ocasiões como o Natal, e boa parte deles naturalmente não volta.
Crianças continuarão a ser estupradas, inocentes mortos, velhinhos roubados, mulheres trancadas em suas casas, porque a justiça é cega, porque as leis são insensatas e, quando prestam, raramente se cumprem.
Nesta nossa terra, muitos cidadãos destacados, líderes, são conhecidos como canalhas e desonestos, mas, ainda que réus confessos ou comprovados, inevitavelmente se safam.
Continuam recebendo polpudos dinheiros. Depois de algum tempo na sombra, feito eminências pardas, voltam a ocupar importantes cargos de onde nos comandam. Assassinos ao volante nem são presos. Se presos, são soltos para o famoso "aguardar o julgamento em liberdade". Centenas e centenas de vidas cortadas de maneira brutal e o assassino, a não ser que acossado pela culpa moral, se tiver moral, logo voltará ao seu dia-a-dia, numa boa. Se invadir a casa de meu vizinho, fizer seus empregados de reféns, der pauladas na sua mulher ou na sua velha mãe e escrever nas paredes com excremento humano frases ameaçadoras, imagino que eu vá para a cadeia. Os bandos de pseudoagricultores (a maioria não sabe lidar na terra) fazem tudo isso e muito mais, e nada lhes acontece: no seu caso, bizarramente, não se aplica a lei.
Se sobram muitas vagas nos exames vestibulares, em alguns casos simplesmente se fazem novas provas, provinhas mais fáceis. Leio (se me engano já me desculpo, nem tudo o que se lê é verdadeiro) que, como são poucos os aprovados nos exames da OAB, porque os estudantes saem despreparados demais das faculdades de direito que pululam pelo país, o exame se tornou mais simples: há que aprovar mais gente. Quantidade, não qualidade. Governantes, os bons e esforçados, viram objeto de ódio de adversários cujo interesse não é o bem da comunidade, estado ou país, mas o insulto, o desrespeito, a violência moral do pior nível. Aliás, nesses casos o nível não importa, o que importa é destruir.
Eis o paraíso dos transgressores: a lei é a da selva, a honradez foi para o brejo, a decência tem de ser procurada como fez há séculos um filósofo grego: ao lhe indagarem por que andava pela cidade com uma lanterna acesa em dia claro, declarou: "Procuro um homem honesto". O que devemos dizer nós? Temos pouca liderança positiva, raríssimo abrigo e norte, referências pífias, pobre conforto e estímulo zero, quase nenhuma orientação. A juventude é quem mais sofre, pois não sabe em que direção olhar, em que empreitadas empregar sua força e sua esperança, em quem acreditar nesse tumulto de ideias desencontradas. Vivemos feito bandos de ratos aflitos, recorrendo à droga, à bebida, ao delírio, à alienação e à indiferença, para aguentar uma realidade cada dia mais confusa: de um lado, os sensatos recomendando prudência e cautela; de outro, os irresponsáveis garantindo que não há nada de mais com a gigantesca crise atual, que não tem raízes financeiras, mas morais: a ganância, a mentira, a roubalheira, a omissão e a falta de vergonha. E a tudo isso, abafando nossa indignação, prestamos a homenagem do nosso desinteresse e fazemos a continência da nossa resignação. Meus pêsames, senhores. Espero que na hora de fechar a porta haja um homem honrado, para que se apague a luz de verdade, não com grandes palavras e reles mentiras.
Mateus 5:13-16.
13 Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaura-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.
14 Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.
15 E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa.
16 assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está no céu.
Somos sal
A palavra acima expressada em parábolas, ou mesmo metáforas, é uma descrição perfeita, de como nós cristãos devemos ser e nos portar. Sal, definido pelo diconário Aurélio, quer dizer, 1
Composto cristalino de sódio (NaCl), encontrado em estado natural em alguns terrenos ou diluído na água do mar. Usado como condimento e na conserva de carnes; na indústria, tem larga aplicação.
Mas, do que estamos falando, sal significa dizer que, nós cristãos devemos ter uma vida reta, a ponto de passarmos, transferirmos as nossas atitudes a outros. Na mesma linha de uma frase popular, “às vezes, as atitudes falam mais que palavras.” E até ratifico essa frase e ainda mais digo-lhes, nós somos sempre alvo daquilo que falamos e da forma que agimos a todo tempo.
Devemos nos comportar da maneira mais verdadeira e condizente em todos os momentos. Não existe essa de que sou crente aqui ou ali, mas a todo tempo. Decerto que como temperos, temos a capacidade de transferir nosso gosto, a mais, ou em falta.
É certo que todos que tem a familiaridade com a cozinha, com o processo de cozimento e as mais variadas ações que geralmente, uma dona de casa sabe fazer e bem, sabemos que para se chegar ao ponto do tempero, não se deve pegar um pouco de sal e jogarmos, ou muito. As donas de casa, pela própria experiência tem a manha de saberem ao seu gosto o ponto certo da comida.
Quando nos convertemos nos tornamos o sal da terra. Jesus Cristo é a palavra encarnada. O verbo que se fez gente. Sal é questão de caráter, influência, salgar, estarmos juntos. Algo próximo. Algo que me é característico. Caráter = característica. O sal tem uma função familiar, amigável. Como chamar alguém para almoçar em sua casa e Jesus sabia bem isso. O sal é sentido, é misturado. Quando o sal salga, é imperceptível porque ele se dilui em água e assim é que devemos ser influenciadores. Pelo nosso comportamento damos forma a outros, os caracteres das outras pessoas vão sendo moldados, imperceptíveis como sal.
Por exemplo:
O Amor (minha linda esposa Karynne) foi fazer compras e o caixa esqueceu de incluir duas caixas de leite nas compras, mas já tinha passado. Logo, o Amor levantou as duas caixas de leite e perguntou se ela já tinha passado. Ela ficou espantada e disse: - Ninguém faz isso. Poderia ter passado e nem mesmo me avisar.
E em nenhum momento o Amor falou que era crente, mas naquele momento ela provou com sua atitude que era sal, diferente, das pessoas que geralmente sabemos e vemos na nossa realidade.
Essa poesia me faz refletir. Veja:
O Sal da Terra
Anda, quero te dizer nehum segredo
Falo nesse chão da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da Terra
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos
Tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
(O sal da terra)
Somos luz
A nossa responsabilidade ativa é outro aspecto que devemos ressaltar no sermão. “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo...” (5.13,14). Não existe um discipulado de contemplação, mas sim de ação. A responsabilidade ativa diz respeito à nossa ação para transformar o mundo, deixando nele a marca de sabor e de orientação que o verdadeiro cristão deve sempre ter. Ainda mais: a nossa responsabilidade ativa também diz respeito a nós mesmos, nos muitos alertas do
Mestre para não nos descuidarmos e não nos perdermos. A palavra de Deus é a luz que ilumina o nosso caminho. A luz diferente do sal é para ser percebida.
Levando como exemplo, o farol era utilizado como direcionador e assim preciso fosse que tivesse luz. Como ele poderia direcionar os barcos não estando com luz? Jesus é comparado à luz. A luz que alcança uma amplitude maior. A luz quando ligada é algo visto, real e todos nós podemos ver.
A luz é o aberto e gritante evangelho. Nós devemos anunciar esse evangelho, as boas novas de Jesus.
Quando a gente sai para evangelizar, não somos somente sal, mas especialmente luz, pois nos caracterizamos como Jesus. As nossas atitudes são evidentes porque dispomos da palavra, para pregar a Palavra.
E isso me faz lembrar uma música da Aline Barros:
Tua palavra é Luz para o meu caminho
Tua palavra lâmpada para os meus pés
E o Teu amor é como a doce água
Que vem a mim como em meio à um deserto
Como orvalho que desce em plena terra seca
E dela faz surgir verdes pastos
Quero fazer valer Tua palavra em mim
Pra que o doente tenha onde se curar
Quero fazer valer Tua palavra em mim
Pra que o mundo saiba que Tu és Senhor
Tu és Senhor, Tu és Senhor Jesus
Pois em meio, em meio a Tua palavra
Se fizeram os céus
E o brilho do sol
Se fez reinar em meio as trevas.
Deus os abençoe.
Eládio Batista
"Vivemos feito bandos de ratos aflitos, recorrendo à droga, à bebida, ao delírio, à alienação e à indiferença, para aguentar uma realidade cada dia mais confusa" (LIA LUFT).
A gente se acostuma a criticar os jovens por eles serem pouco educados, os homens por serem arrogantes, as mulheres por serem chatas, os governos por serem omissos ou incompetentes, quando não mal-intencionados. Políticos sendo acusados de corrupção é tão trivial que as exceções se vão tornando ícones, ralas esperanças nossas. Onde estão os homens honrados, os cidadãos ilustres e respeitados, que buscam o bem da pátria e do povo, independentemente de cargos, poder e vantagens?
Transgredir no mau sentido é natural entre nós. Ladrões e assassinos, mesmo estupradores, recebem penas ridículas ou aguardam o julgamento em liberdade; se condenados, conseguem indultos absurdos ou saem em ocasiões como o Natal, e boa parte deles naturalmente não volta.
Crianças continuarão a ser estupradas, inocentes mortos, velhinhos roubados, mulheres trancadas em suas casas, porque a justiça é cega, porque as leis são insensatas e, quando prestam, raramente se cumprem.
Nesta nossa terra, muitos cidadãos destacados, líderes, são conhecidos como canalhas e desonestos, mas, ainda que réus confessos ou comprovados, inevitavelmente se safam.
Continuam recebendo polpudos dinheiros. Depois de algum tempo na sombra, feito eminências pardas, voltam a ocupar importantes cargos de onde nos comandam. Assassinos ao volante nem são presos. Se presos, são soltos para o famoso "aguardar o julgamento em liberdade". Centenas e centenas de vidas cortadas de maneira brutal e o assassino, a não ser que acossado pela culpa moral, se tiver moral, logo voltará ao seu dia-a-dia, numa boa. Se invadir a casa de meu vizinho, fizer seus empregados de reféns, der pauladas na sua mulher ou na sua velha mãe e escrever nas paredes com excremento humano frases ameaçadoras, imagino que eu vá para a cadeia. Os bandos de pseudoagricultores (a maioria não sabe lidar na terra) fazem tudo isso e muito mais, e nada lhes acontece: no seu caso, bizarramente, não se aplica a lei.
Se sobram muitas vagas nos exames vestibulares, em alguns casos simplesmente se fazem novas provas, provinhas mais fáceis. Leio (se me engano já me desculpo, nem tudo o que se lê é verdadeiro) que, como são poucos os aprovados nos exames da OAB, porque os estudantes saem despreparados demais das faculdades de direito que pululam pelo país, o exame se tornou mais simples: há que aprovar mais gente. Quantidade, não qualidade. Governantes, os bons e esforçados, viram objeto de ódio de adversários cujo interesse não é o bem da comunidade, estado ou país, mas o insulto, o desrespeito, a violência moral do pior nível. Aliás, nesses casos o nível não importa, o que importa é destruir.
Eis o paraíso dos transgressores: a lei é a da selva, a honradez foi para o brejo, a decência tem de ser procurada como fez há séculos um filósofo grego: ao lhe indagarem por que andava pela cidade com uma lanterna acesa em dia claro, declarou: "Procuro um homem honesto". O que devemos dizer nós? Temos pouca liderança positiva, raríssimo abrigo e norte, referências pífias, pobre conforto e estímulo zero, quase nenhuma orientação. A juventude é quem mais sofre, pois não sabe em que direção olhar, em que empreitadas empregar sua força e sua esperança, em quem acreditar nesse tumulto de ideias desencontradas. Vivemos feito bandos de ratos aflitos, recorrendo à droga, à bebida, ao delírio, à alienação e à indiferença, para aguentar uma realidade cada dia mais confusa: de um lado, os sensatos recomendando prudência e cautela; de outro, os irresponsáveis garantindo que não há nada de mais com a gigantesca crise atual, que não tem raízes financeiras, mas morais: a ganância, a mentira, a roubalheira, a omissão e a falta de vergonha. E a tudo isso, abafando nossa indignação, prestamos a homenagem do nosso desinteresse e fazemos a continência da nossa resignação. Meus pêsames, senhores. Espero que na hora de fechar a porta haja um homem honrado, para que se apague a luz de verdade, não com grandes palavras e reles mentiras.
Mateus 5:13-16.
13 Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaura-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.
14 Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.
15 E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa.
16 assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está no céu.
Somos sal
A palavra acima expressada em parábolas, ou mesmo metáforas, é uma descrição perfeita, de como nós cristãos devemos ser e nos portar. Sal, definido pelo diconário Aurélio, quer dizer, 1
Composto cristalino de sódio (NaCl), encontrado em estado natural em alguns terrenos ou diluído na água do mar. Usado como condimento e na conserva de carnes; na indústria, tem larga aplicação.
Mas, do que estamos falando, sal significa dizer que, nós cristãos devemos ter uma vida reta, a ponto de passarmos, transferirmos as nossas atitudes a outros. Na mesma linha de uma frase popular, “às vezes, as atitudes falam mais que palavras.” E até ratifico essa frase e ainda mais digo-lhes, nós somos sempre alvo daquilo que falamos e da forma que agimos a todo tempo.
Devemos nos comportar da maneira mais verdadeira e condizente em todos os momentos. Não existe essa de que sou crente aqui ou ali, mas a todo tempo. Decerto que como temperos, temos a capacidade de transferir nosso gosto, a mais, ou em falta.
É certo que todos que tem a familiaridade com a cozinha, com o processo de cozimento e as mais variadas ações que geralmente, uma dona de casa sabe fazer e bem, sabemos que para se chegar ao ponto do tempero, não se deve pegar um pouco de sal e jogarmos, ou muito. As donas de casa, pela própria experiência tem a manha de saberem ao seu gosto o ponto certo da comida.
Quando nos convertemos nos tornamos o sal da terra. Jesus Cristo é a palavra encarnada. O verbo que se fez gente. Sal é questão de caráter, influência, salgar, estarmos juntos. Algo próximo. Algo que me é característico. Caráter = característica. O sal tem uma função familiar, amigável. Como chamar alguém para almoçar em sua casa e Jesus sabia bem isso. O sal é sentido, é misturado. Quando o sal salga, é imperceptível porque ele se dilui em água e assim é que devemos ser influenciadores. Pelo nosso comportamento damos forma a outros, os caracteres das outras pessoas vão sendo moldados, imperceptíveis como sal.
Por exemplo:
O Amor (minha linda esposa Karynne) foi fazer compras e o caixa esqueceu de incluir duas caixas de leite nas compras, mas já tinha passado. Logo, o Amor levantou as duas caixas de leite e perguntou se ela já tinha passado. Ela ficou espantada e disse: - Ninguém faz isso. Poderia ter passado e nem mesmo me avisar.
E em nenhum momento o Amor falou que era crente, mas naquele momento ela provou com sua atitude que era sal, diferente, das pessoas que geralmente sabemos e vemos na nossa realidade.
Essa poesia me faz refletir. Veja:
O Sal da Terra
Anda, quero te dizer nehum segredo
Falo nesse chão da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da Terra
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos
Tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
(O sal da terra)
Somos luz
A nossa responsabilidade ativa é outro aspecto que devemos ressaltar no sermão. “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo...” (5.13,14). Não existe um discipulado de contemplação, mas sim de ação. A responsabilidade ativa diz respeito à nossa ação para transformar o mundo, deixando nele a marca de sabor e de orientação que o verdadeiro cristão deve sempre ter. Ainda mais: a nossa responsabilidade ativa também diz respeito a nós mesmos, nos muitos alertas do
Mestre para não nos descuidarmos e não nos perdermos. A palavra de Deus é a luz que ilumina o nosso caminho. A luz diferente do sal é para ser percebida.
Levando como exemplo, o farol era utilizado como direcionador e assim preciso fosse que tivesse luz. Como ele poderia direcionar os barcos não estando com luz? Jesus é comparado à luz. A luz que alcança uma amplitude maior. A luz quando ligada é algo visto, real e todos nós podemos ver.
A luz é o aberto e gritante evangelho. Nós devemos anunciar esse evangelho, as boas novas de Jesus.
Quando a gente sai para evangelizar, não somos somente sal, mas especialmente luz, pois nos caracterizamos como Jesus. As nossas atitudes são evidentes porque dispomos da palavra, para pregar a Palavra.
E isso me faz lembrar uma música da Aline Barros:
Tua palavra é Luz para o meu caminho
Tua palavra lâmpada para os meus pés
E o Teu amor é como a doce água
Que vem a mim como em meio à um deserto
Como orvalho que desce em plena terra seca
E dela faz surgir verdes pastos
Quero fazer valer Tua palavra em mim
Pra que o doente tenha onde se curar
Quero fazer valer Tua palavra em mim
Pra que o mundo saiba que Tu és Senhor
Tu és Senhor, Tu és Senhor Jesus
Pois em meio, em meio a Tua palavra
Se fizeram os céus
E o brilho do sol
Se fez reinar em meio as trevas.
Deus os abençoe.
Eládio Batista
sexta-feira, março 06, 2009
À Betesda Serviluz - Culto de Ceia do Senhor
Graça e Paz aos amados.
Boa Noite, meus queridos!
Linda noite esta. Noite de festa, alegria, rememorações, Noite de Ceia, da Ceia do Senhor!
Ontem, estivemos aqui na nossa primeira reunião de liderança da Igreja Betesda Serviluz, na casa da irmã Maria de Jesus, que gentilmente nos acolhera, nos recebera com tão cuidado, empenho, como uma anfitriã mesmo, e mais uma vez quero expressar o nosso agradecimento, de toda a liderança dessa igreja, a você minha querida.
É interessante que cada vez mais chegamos à certeza de que não conseguiremos chegar a algum lugar se nós não tivermos apoio, ajuda, companheirismo e mais ainda, comunhão.
Não se estrutura uma igreja se não nos empenharmos, cada um de nós, escolhendo estarmos aqui.
Nós, o amor e eu, não conseguiremos galgar aquilo que temos entendido e fomos incumbidos de realizar neste tempo como pastores desta igreja. Evidente que cada um de nós tem uma função específica, mas todas importantes diante do nosso foco maior, pregar o Evangelho de Jesus a toda criatura, alicerçado pelo seu maior mandamento, “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.
Se nos atermos em toda a Palavra de Deus, nosso “manual de conduta”, como tenho falado neste púlpito a todos vocês, percebemos o quão é tratado em seu todo, o respeito, o carinho, a insistência, o companheirismo, o amor para com o meu próximo, enfim, comunhão, “koinonia”.
É preciso aceitarmos os outros como eles são. Entender que todos nós somos falíveis e o diferencial será a minha atitude a partir de então. Esboçando o termo “koinonia” a partir do Novo Evangelho podemos ver em alguns exemplos como:
Em Atos 2.42 e 2 Coríntios 6.4, koinonia significa "um compartilhar de amizade" e uma permanência no convívio com os outros. Essa amizade baseia-se na mutualidade do cristianismo e somente aqueles que são verdadeiramente amigos de Cristo, que descobriram a fraternidade com o Mestre, podem ser amigos sinceros de seus irmãos (1 João 1.3).
Em Romanos 15.26, 2 Coríntios 8.4; 9.13 e em Hebreus 13.16 koinonia significa uma "divisão prática" com os menos favorecidos economicamente. Comunhão tem que ser algo prático. Isso se verifica na aplicação do termo por parte do apóstolo Paulo, quando fala da coleta de ofertas para sustento da obra e auxílio aos pobres e necessitados. Crentes que retêm suas mãos nos dízimos e nas ofertas, bem como na ação social ou em qualquer solicitação para o sustento da obra e para as manifestações práticas da comunhão cristã, ainda não desenvolveram verdadeira comunhão com Cristo.
Em Filipenses 1.5 koinonia é "cooperação na obra de Cristo". Paulo agradece a Deus pela comunhão daqueles irmãos expressa na unidade em torno do Evangelho que é a única vertente dentre as filosofias de vida que capacita o homem a sublimar as diferenças e as divergências ideológica, culturais, existenciais, fisiológicas e sociológicas.
Em Efésios 3.9 koinonia é "vida na fé". O cristão não é uma unidade isolada. É membro de um convívio de fé, de um conjunto de fiéis que abdicam seus individualismos antropocêntricos e egocêntricos para que possamos partilhar de um mesmo ideal de fé, sem que percamos a individuação existencial.
Em 2 Coríntios 13.13 e em Filipenses 2.1 koinonia é "comunhão no Espírito". O cristão deve viver na presença, no convívio, pelo auxilio e sob a direção do Espírito Santo que habita em nós e que é o poder de Deus interagindo sinergicamente em todas as áreas da nossa vida. Viver em comunhão é viver no Espírito.
Em l Coríntios 1.9 e 10.16 koinonia é interação plena e perfeita com Cristo. A nossa comunhão com Cristo deve ser aperfeiçoada no memorial da ceia, quando participamos do sofrimento de Cristo, em um encontro objetivo com o Senhor e com os nossos irmãos, na cruz do Calvário, Filipenses 3.10. Na ceia, devemos sofrer a cruz e juntos, em comunhão com os irmãos e com Cristo, certos de que ressuscitaremos para o partilhar da vida na fé e na vida de fé.
Em 1 João 1.3 e 6 koinonia é comunhão com o próprio Deus. Há uma exigência de comprometimento ético e de qualidade de vida moral, visto que somente os que estão na luz, isto é, aqueles que não têm obscuridades na vida ou obscurantismos existenciais, podem partilhar a natureza de Deus e a vida, a existência, com os irmãos, verso 7, na Igreja de Jesus Cristo.
Somos uma igreja e como tal necessitamos viver em harmonia e amor. Preocupando-nos com o nosso próximo. Sabendo que estamos nesse barco juntos, galgando a cada dia uma etapa, um passo, um êxito. Hoje pela manhã, houve a ceia na Igreja Betesda Sede, com a presença de todos os pastores e dirigentes das igrejas. Direcionados pelo nosso presidente, Pr. Domingos e a Pra. Doralice Alves. Quão grandioso é sentirmo-nos irmanados. A importância com a qual deveremos encarar o nosso sentimento de amor para com o nosso irmão. Cada um é importante nessa nossa convergência em Cristo Jesus.
Hoje, poderia eu pregar acerca de várias outras passagens na Bíblia, porque ela é rica, viva e possui uma densidade incomum se comparado a um livro. Mas, decerto que não vou limitá-la porque ela vai além de uma definição de um livro apenas. Quero falar-lhes de alguém, mui especial e peço-lhes que me acompanhe em Mateus, capítulo 4:18-22, que diz:
18 Andando Jesus junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.
19 Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.
20 Imediatamente eles deixaram as redes, e o seguiram.
21 Indo um pouco mais longe, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Estavam num barco em companhia de seu pai Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou,
22 e eles, deixando o barco e seu pai, imediatamente o seguiram.
Queridos, quando olho para essa passagem, quando olho para Jesus, eu tento alcançar parte do que ele viveu em seu tempo. Tento eu, pelo menos, compreender a mente desse homem que via além do que nós vemos. Na sua singeleza, porque era homem, de carne e ossos, na sua condição humana.
Vendo aqueles dois irmãos ali, pobres pescadores, mas certo que eles poderiam dar continuidade à pregação do Evangelho, Simão Pedro e André.
Ele consegue extrair da simplicidade algo possível, porque não se condicionaliza a nada. Não se prende aos meios sociais, vai além de castas, como creem os indianos. Não limita você ao que você acha, ao que você aparentemente acredita ser, mas vê em você alguém possível.
E ele convida você, queridos, a segui-lo, a deixar as suas redes, e ir após ele. Deixar nossas redes, que muitas vezes são jogadas e prezas à uma idéia errada do que seja segui-lo.
Muitas vezes não conseguimos entender o tempo em que vivemos, a graça manifesta do Pai, pelo amor e nos acorrentamos à uma religiosidade, que nada mais é que um sistema escravocrata escolhido por nós mesmos. Uma idéia distorcida, da realidade com o Pai a partir do filho. E Jesus, acredita em mim, acredita em você, acredita em Tiago e João, que o seguiram logo após, confirmando o convite de Jesus.
As responsabilidades aqui não se limitam simplesmente a nós pastores desta igreja, nem tão somente aos presbíteros, Mônica e Raimundo, muito menos aos diáconos e aos líderes de ministério. A igreja é cada um de nós, e como tais, precisamos uns dos outros. O cristianismo se baseia simplesmente no amor, a Deus e ao meu irmão como assim eu queira ser amado.
Todos nós cristãos devemos ter em mente: o nosso cristianismo ganha maior significado quando carregamos conosco o desejo constante de conduzir outros a Cristo. Compartilhar a mensagem do evangelho é amar ao próximo como a si mesmo, da liberdade que há em Jesus de Nazaré. O Pr.. Ricardo falou algo que me faz refletir sobre a igreja do Senhor, o imperativo do Ide, a necessidade de amar.
“Deus nos concedeu vida e com ela uma dádiva extraordinária; liberdade. Os filhos de Deus foram chamados para cumprir o propósito da criação alcançando uma independência semelhante à Jesus Cristo. Ele usou sua liberdade para fazer o bem, submetendo-se voluntariamente a Deus. Caminhar livre é caminhar responsável, rechaçar a condição de subserviente; e não se deixar conduzir com coleiras. Somente os livres reconhecem sua dignidade humana, criada à imagem de Deus e, sem servilismo, não baixam a cabeça para os opressores.”
Quem ama não cobra explicações, nunca esconde segundas intenções e jamais tolera astúcias.
Como diz o poeta, José Gilardo:
O amigo conhece Deus?
Conhece mas só de nome
Pois saiba que Deus é Homem;
Jesus o Rei dos judeus
Morto pelos fariseus
Mostrou-se fisicamente
Que homem como a gente
Guarde na sua lembrança
Que é a imagem e semelhança
De Deus, o onipotente...
O caráter de quem ama
É o de fazer o bem
Fazer algo por alguém
Não ofender à quem reclama
Não se envaidecer com fama
E estar pronto a perdoar
Bem como a de se humilhar
Quem ama não é maldoso
Também não é invejoso
Isto sim, é que é amar...
A ceia do Senhor nos remete a esse cristianismo autêntico, relembrar o sacrifício amoroso de Jesus a sua ressurreição e a certeza de sua volta.
Esse é o momento oportuno de unirmos uns aos outros, de celebrar a possibilidade da união, o quebrar das indiferenças, o entrelaçamento dos nossos corações. Esse é o momento mais Cristocêntrico, onde esqueço minhas diferenças teológicas, minhas diferenças sociais, minhas diferenças culturais, e etc., e me uno ao amor salvatório de Jesus. Quero Pai que eles sejam um, assim como eu e você somos. É nesse momento que a oração de Jesus é respondida.
Que Deus nos abençoe.
Boa Noite, meus queridos!
Linda noite esta. Noite de festa, alegria, rememorações, Noite de Ceia, da Ceia do Senhor!
Ontem, estivemos aqui na nossa primeira reunião de liderança da Igreja Betesda Serviluz, na casa da irmã Maria de Jesus, que gentilmente nos acolhera, nos recebera com tão cuidado, empenho, como uma anfitriã mesmo, e mais uma vez quero expressar o nosso agradecimento, de toda a liderança dessa igreja, a você minha querida.
É interessante que cada vez mais chegamos à certeza de que não conseguiremos chegar a algum lugar se nós não tivermos apoio, ajuda, companheirismo e mais ainda, comunhão.
Não se estrutura uma igreja se não nos empenharmos, cada um de nós, escolhendo estarmos aqui.
Nós, o amor e eu, não conseguiremos galgar aquilo que temos entendido e fomos incumbidos de realizar neste tempo como pastores desta igreja. Evidente que cada um de nós tem uma função específica, mas todas importantes diante do nosso foco maior, pregar o Evangelho de Jesus a toda criatura, alicerçado pelo seu maior mandamento, “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.
Se nos atermos em toda a Palavra de Deus, nosso “manual de conduta”, como tenho falado neste púlpito a todos vocês, percebemos o quão é tratado em seu todo, o respeito, o carinho, a insistência, o companheirismo, o amor para com o meu próximo, enfim, comunhão, “koinonia”.
É preciso aceitarmos os outros como eles são. Entender que todos nós somos falíveis e o diferencial será a minha atitude a partir de então. Esboçando o termo “koinonia” a partir do Novo Evangelho podemos ver em alguns exemplos como:
Em Atos 2.42 e 2 Coríntios 6.4, koinonia significa "um compartilhar de amizade" e uma permanência no convívio com os outros. Essa amizade baseia-se na mutualidade do cristianismo e somente aqueles que são verdadeiramente amigos de Cristo, que descobriram a fraternidade com o Mestre, podem ser amigos sinceros de seus irmãos (1 João 1.3).
Em Romanos 15.26, 2 Coríntios 8.4; 9.13 e em Hebreus 13.16 koinonia significa uma "divisão prática" com os menos favorecidos economicamente. Comunhão tem que ser algo prático. Isso se verifica na aplicação do termo por parte do apóstolo Paulo, quando fala da coleta de ofertas para sustento da obra e auxílio aos pobres e necessitados. Crentes que retêm suas mãos nos dízimos e nas ofertas, bem como na ação social ou em qualquer solicitação para o sustento da obra e para as manifestações práticas da comunhão cristã, ainda não desenvolveram verdadeira comunhão com Cristo.
Em Filipenses 1.5 koinonia é "cooperação na obra de Cristo". Paulo agradece a Deus pela comunhão daqueles irmãos expressa na unidade em torno do Evangelho que é a única vertente dentre as filosofias de vida que capacita o homem a sublimar as diferenças e as divergências ideológica, culturais, existenciais, fisiológicas e sociológicas.
Em Efésios 3.9 koinonia é "vida na fé". O cristão não é uma unidade isolada. É membro de um convívio de fé, de um conjunto de fiéis que abdicam seus individualismos antropocêntricos e egocêntricos para que possamos partilhar de um mesmo ideal de fé, sem que percamos a individuação existencial.
Em 2 Coríntios 13.13 e em Filipenses 2.1 koinonia é "comunhão no Espírito". O cristão deve viver na presença, no convívio, pelo auxilio e sob a direção do Espírito Santo que habita em nós e que é o poder de Deus interagindo sinergicamente em todas as áreas da nossa vida. Viver em comunhão é viver no Espírito.
Em l Coríntios 1.9 e 10.16 koinonia é interação plena e perfeita com Cristo. A nossa comunhão com Cristo deve ser aperfeiçoada no memorial da ceia, quando participamos do sofrimento de Cristo, em um encontro objetivo com o Senhor e com os nossos irmãos, na cruz do Calvário, Filipenses 3.10. Na ceia, devemos sofrer a cruz e juntos, em comunhão com os irmãos e com Cristo, certos de que ressuscitaremos para o partilhar da vida na fé e na vida de fé.
Em 1 João 1.3 e 6 koinonia é comunhão com o próprio Deus. Há uma exigência de comprometimento ético e de qualidade de vida moral, visto que somente os que estão na luz, isto é, aqueles que não têm obscuridades na vida ou obscurantismos existenciais, podem partilhar a natureza de Deus e a vida, a existência, com os irmãos, verso 7, na Igreja de Jesus Cristo.
Somos uma igreja e como tal necessitamos viver em harmonia e amor. Preocupando-nos com o nosso próximo. Sabendo que estamos nesse barco juntos, galgando a cada dia uma etapa, um passo, um êxito. Hoje pela manhã, houve a ceia na Igreja Betesda Sede, com a presença de todos os pastores e dirigentes das igrejas. Direcionados pelo nosso presidente, Pr. Domingos e a Pra. Doralice Alves. Quão grandioso é sentirmo-nos irmanados. A importância com a qual deveremos encarar o nosso sentimento de amor para com o nosso irmão. Cada um é importante nessa nossa convergência em Cristo Jesus.
Hoje, poderia eu pregar acerca de várias outras passagens na Bíblia, porque ela é rica, viva e possui uma densidade incomum se comparado a um livro. Mas, decerto que não vou limitá-la porque ela vai além de uma definição de um livro apenas. Quero falar-lhes de alguém, mui especial e peço-lhes que me acompanhe em Mateus, capítulo 4:18-22, que diz:
18 Andando Jesus junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.
19 Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.
20 Imediatamente eles deixaram as redes, e o seguiram.
21 Indo um pouco mais longe, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Estavam num barco em companhia de seu pai Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou,
22 e eles, deixando o barco e seu pai, imediatamente o seguiram.
Queridos, quando olho para essa passagem, quando olho para Jesus, eu tento alcançar parte do que ele viveu em seu tempo. Tento eu, pelo menos, compreender a mente desse homem que via além do que nós vemos. Na sua singeleza, porque era homem, de carne e ossos, na sua condição humana.
Vendo aqueles dois irmãos ali, pobres pescadores, mas certo que eles poderiam dar continuidade à pregação do Evangelho, Simão Pedro e André.
Ele consegue extrair da simplicidade algo possível, porque não se condicionaliza a nada. Não se prende aos meios sociais, vai além de castas, como creem os indianos. Não limita você ao que você acha, ao que você aparentemente acredita ser, mas vê em você alguém possível.
E ele convida você, queridos, a segui-lo, a deixar as suas redes, e ir após ele. Deixar nossas redes, que muitas vezes são jogadas e prezas à uma idéia errada do que seja segui-lo.
Muitas vezes não conseguimos entender o tempo em que vivemos, a graça manifesta do Pai, pelo amor e nos acorrentamos à uma religiosidade, que nada mais é que um sistema escravocrata escolhido por nós mesmos. Uma idéia distorcida, da realidade com o Pai a partir do filho. E Jesus, acredita em mim, acredita em você, acredita em Tiago e João, que o seguiram logo após, confirmando o convite de Jesus.
As responsabilidades aqui não se limitam simplesmente a nós pastores desta igreja, nem tão somente aos presbíteros, Mônica e Raimundo, muito menos aos diáconos e aos líderes de ministério. A igreja é cada um de nós, e como tais, precisamos uns dos outros. O cristianismo se baseia simplesmente no amor, a Deus e ao meu irmão como assim eu queira ser amado.
Todos nós cristãos devemos ter em mente: o nosso cristianismo ganha maior significado quando carregamos conosco o desejo constante de conduzir outros a Cristo. Compartilhar a mensagem do evangelho é amar ao próximo como a si mesmo, da liberdade que há em Jesus de Nazaré. O Pr.. Ricardo falou algo que me faz refletir sobre a igreja do Senhor, o imperativo do Ide, a necessidade de amar.
“Deus nos concedeu vida e com ela uma dádiva extraordinária; liberdade. Os filhos de Deus foram chamados para cumprir o propósito da criação alcançando uma independência semelhante à Jesus Cristo. Ele usou sua liberdade para fazer o bem, submetendo-se voluntariamente a Deus. Caminhar livre é caminhar responsável, rechaçar a condição de subserviente; e não se deixar conduzir com coleiras. Somente os livres reconhecem sua dignidade humana, criada à imagem de Deus e, sem servilismo, não baixam a cabeça para os opressores.”
Quem ama não cobra explicações, nunca esconde segundas intenções e jamais tolera astúcias.
Como diz o poeta, José Gilardo:
O amigo conhece Deus?
Conhece mas só de nome
Pois saiba que Deus é Homem;
Jesus o Rei dos judeus
Morto pelos fariseus
Mostrou-se fisicamente
Que homem como a gente
Guarde na sua lembrança
Que é a imagem e semelhança
De Deus, o onipotente...
O caráter de quem ama
É o de fazer o bem
Fazer algo por alguém
Não ofender à quem reclama
Não se envaidecer com fama
E estar pronto a perdoar
Bem como a de se humilhar
Quem ama não é maldoso
Também não é invejoso
Isto sim, é que é amar...
A ceia do Senhor nos remete a esse cristianismo autêntico, relembrar o sacrifício amoroso de Jesus a sua ressurreição e a certeza de sua volta.
Esse é o momento oportuno de unirmos uns aos outros, de celebrar a possibilidade da união, o quebrar das indiferenças, o entrelaçamento dos nossos corações. Esse é o momento mais Cristocêntrico, onde esqueço minhas diferenças teológicas, minhas diferenças sociais, minhas diferenças culturais, e etc., e me uno ao amor salvatório de Jesus. Quero Pai que eles sejam um, assim como eu e você somos. É nesse momento que a oração de Jesus é respondida.
Que Deus nos abençoe.
domingo, fevereiro 08, 2009
À Betesda Abolição
Eu folheava minha vida enquanto as palavras iam vindo até mim. Eu pensava em cada um aqui, como relampejos visuais com a responsabilidade de dizer algo. Não com a preocupação de fazer jus a esse dia, como mais um. Mas, com a seriedade e amor que carrego em mim por vocês de dizer, é a partir de agora...
Parei insistentes vezes para acalmar a mim, porque impulsionado pela alegria que eu tentava conter em meu âmago, pois sabia que este é o nosso recomeço.
E recomeço, com cada passo dado, com cada sorriso ofertado, com a alegria que me enobrece e acalenta minha necessidade de gritar desesperadamente. Não sei se pela correnteza que tenta me arrastar, pelas incertezas que às vezes teimo acreditar, ou talvez pela possibilidade de um engate permitido por aquele que me austera a cada dia, dizendo ao meu ouvido, é hora de recomeçar.
Sabe, os pensamentos voam como as andorinhas em dias de verão, que voam harmoniosamente nos céus suscitando-me, vai. Alce o seu vôo e vai.
Talvez a incerteza nos abrace as costas, deixando os nossos passos pesados. Acontecimentos inesperados certamente afetarão nossos planos, mas embora o homem planeje o seu caminho, é o Senhor quem determina os seus passos.
Eládio Batista
Parei insistentes vezes para acalmar a mim, porque impulsionado pela alegria que eu tentava conter em meu âmago, pois sabia que este é o nosso recomeço.
E recomeço, com cada passo dado, com cada sorriso ofertado, com a alegria que me enobrece e acalenta minha necessidade de gritar desesperadamente. Não sei se pela correnteza que tenta me arrastar, pelas incertezas que às vezes teimo acreditar, ou talvez pela possibilidade de um engate permitido por aquele que me austera a cada dia, dizendo ao meu ouvido, é hora de recomeçar.
Sabe, os pensamentos voam como as andorinhas em dias de verão, que voam harmoniosamente nos céus suscitando-me, vai. Alce o seu vôo e vai.
Talvez a incerteza nos abrace as costas, deixando os nossos passos pesados. Acontecimentos inesperados certamente afetarão nossos planos, mas embora o homem planeje o seu caminho, é o Senhor quem determina os seus passos.
Eládio Batista
sábado, fevereiro 07, 2009
O EXCELENTE DE DEUS PODE COMEÇAR COM UMA GRANDE FRUSTRAÇÃO DO MEU MELHOR!
Hoje, contarei a saga de uma família...os pais e um casal de filhos...um dia normal...um desafio...um ato de obediência...uma questão...um retorno...uma frustração...uma pergunta que pareceu não ter resposta...um dia normal...uma notícia impactante...um desafio...um ato de obediência...UMA RESPOSTA!
...um dia normal...esta familia levava a vida normalmente, buscando seus sonhos e tentando ser uma familia normal...saudável...trabalho...igreja...casa...
...um desafio...foram desafiados a deixarem o dia normal, a vida normal e se lançarem em missões...mas e os filhos? recém-nascidos...e o dinheiro pra se manter? porque tão longe da terra natal?...o desafio estava lançado...
...um ato de obediência...eles decidiram obedecer, deixaram aqui por lá, o aparente certo, pelo certo incerto...arrumaram as malas, embalaram as coisas, libertaram os medos e foram...
...uma questão...cadê o dinheiro? as crianças crescem...os médicos cobram a consulta...o leite acaba e a lata fica vazia...o iogurte se vai e não parece voltar...os amigos prometeram, mas parece ter esquecido...e agora...o que fazer?
...um retorno...parece ser melhor voltar pra aqui e deixar o lá pra depois...arruma as malas...embala as coisas pra depois buscar...e aprisiona os questionamentos...e volta...
...uma frustração...por que voltar pra cá? aqui parece ruim...quente...incerto...cadê minha casa? virou um quarto...minha privacidade se tornou publica...meus sonhos me assombram...frustração define-nos...
...uma pergunta que pareceu não ter resposta...Por que fomos e voltamos, pra fazer o que?
...um dia normal...o amigo da familia uso o msn e a mensagem de "chamar a atenção" aparece na tela...o chefe da família conta...fala...chora...compartilha..o amigo chora junto...se alegra...
...uma notícia impactante...o casal será consagrado pastores...assumirão uma igreja local aqui...no quente...onde a privacidade tornou-se publica e voltou a ser secreta...onde os sonhos estavam assombrando e a frustração morou...
...um desafio...pastorear...alimentar...se expor...errar...acertar...ser parceiro de Deus...ter medo...arriscar...dor de barriga...risos de medo...lágrimas de coragem...
...um ato de obediência...a família aceita...terça...a noite...na barulhenta capital...maõs serão impostas...orações feitas...lágrimas derramadas...sonhos realizados...outros sendo gerados...
...UMA RESPOSTA...O EXCELENTE DE DEUS PODE COMEÇAR COM UMA GRANDE FRUSTRAÇÃO DO MEU MELHOR!
relaxe...até chore...bata os pés...cara de raiva...frustração...mas, 5 minutos depois...sorria...o excelente bate a porta que a frustração parecia ter trancado pra sempre!
Cristiano Caracek
inspiração: família Batista (Eládio, Karynne, Lipe, Bia)
...um dia normal...esta familia levava a vida normalmente, buscando seus sonhos e tentando ser uma familia normal...saudável...trabalho...igreja...casa...
...um desafio...foram desafiados a deixarem o dia normal, a vida normal e se lançarem em missões...mas e os filhos? recém-nascidos...e o dinheiro pra se manter? porque tão longe da terra natal?...o desafio estava lançado...
...um ato de obediência...eles decidiram obedecer, deixaram aqui por lá, o aparente certo, pelo certo incerto...arrumaram as malas, embalaram as coisas, libertaram os medos e foram...
...uma questão...cadê o dinheiro? as crianças crescem...os médicos cobram a consulta...o leite acaba e a lata fica vazia...o iogurte se vai e não parece voltar...os amigos prometeram, mas parece ter esquecido...e agora...o que fazer?
...um retorno...parece ser melhor voltar pra aqui e deixar o lá pra depois...arruma as malas...embala as coisas pra depois buscar...e aprisiona os questionamentos...e volta...
...uma frustração...por que voltar pra cá? aqui parece ruim...quente...incerto...cadê minha casa? virou um quarto...minha privacidade se tornou publica...meus sonhos me assombram...frustração define-nos...
...uma pergunta que pareceu não ter resposta...Por que fomos e voltamos, pra fazer o que?
...um dia normal...o amigo da familia uso o msn e a mensagem de "chamar a atenção" aparece na tela...o chefe da família conta...fala...chora...compartilha..o amigo chora junto...se alegra...
...uma notícia impactante...o casal será consagrado pastores...assumirão uma igreja local aqui...no quente...onde a privacidade tornou-se publica e voltou a ser secreta...onde os sonhos estavam assombrando e a frustração morou...
...um desafio...pastorear...alimentar...se expor...errar...acertar...ser parceiro de Deus...ter medo...arriscar...dor de barriga...risos de medo...lágrimas de coragem...
...um ato de obediência...a família aceita...terça...a noite...na barulhenta capital...maõs serão impostas...orações feitas...lágrimas derramadas...sonhos realizados...outros sendo gerados...
...UMA RESPOSTA...O EXCELENTE DE DEUS PODE COMEÇAR COM UMA GRANDE FRUSTRAÇÃO DO MEU MELHOR!
relaxe...até chore...bata os pés...cara de raiva...frustração...mas, 5 minutos depois...sorria...o excelente bate a porta que a frustração parecia ter trancado pra sempre!
Cristiano Caracek
inspiração: família Batista (Eládio, Karynne, Lipe, Bia)
domingo, janeiro 25, 2009
Homenagem ao Joamir
Quero que a pena me conduza
Com a maestria de um poeta
Tão enveredado e incessante
Em seu sentimento
A falar tão especial de você
Posso me fixar em falar... AMIGO
Aquele da letra da música
Que com o cuidado do poeta
Guarda o amigo do lado
Esquerdo do peito, dentro do coração
Que a canção não cessou em cantar
Que o sentimento não limitou a respeitar
Que o entender não se prendeu a amar
Falar de você me desarmam as palavras
Mas quero trair a dificuldade
Porque quero falar de você
Da sua lealdade
Da sua verdade
Da sua braveza
Da sua densidade
Ô dificuldade quero traí-la
Pastor, lutador pela verdade
Preletor, amigo da lealdade
Pai, que ensina o filho a superar a dor
Marido, que excede em si a força do amor
AMIGO
PASTOR
AMIGO
Amo você, meu amigo,
Eládio Batista
Com a maestria de um poeta
Tão enveredado e incessante
Em seu sentimento
A falar tão especial de você
Posso me fixar em falar... AMIGO
Aquele da letra da música
Que com o cuidado do poeta
Guarda o amigo do lado
Esquerdo do peito, dentro do coração
Que a canção não cessou em cantar
Que o sentimento não limitou a respeitar
Que o entender não se prendeu a amar
Falar de você me desarmam as palavras
Mas quero trair a dificuldade
Porque quero falar de você
Da sua lealdade
Da sua verdade
Da sua braveza
Da sua densidade
Ô dificuldade quero traí-la
Pastor, lutador pela verdade
Preletor, amigo da lealdade
Pai, que ensina o filho a superar a dor
Marido, que excede em si a força do amor
AMIGO
PASTOR
AMIGO
Amo você, meu amigo,
Eládio Batista
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Jesus
Jesus, filho do homem
Amou essa condição
Ação virou reação
O verbo virou gente
De carne, osso
É Deus cheirando a suor
Jesus, filho de Deus
Não usou seu sobrenome
Viveu, misturou, diferenciou
Para que usar a força ou o poder
Se é melhor ensinar a escolher
É Deus cheirando vida.
Jesus, nome “comum”
Com seus significado e significância
Além do sobrenatural
Naturalmente Deus, naturalmente Homem
E eu naturalmente seu
É Deus e eu cheirando a mesma essência.
Por Karynne Batista
Amou essa condição
Ação virou reação
O verbo virou gente
De carne, osso
É Deus cheirando a suor
Jesus, filho de Deus
Não usou seu sobrenome
Viveu, misturou, diferenciou
Para que usar a força ou o poder
Se é melhor ensinar a escolher
É Deus cheirando vida.
Jesus, nome “comum”
Com seus significado e significância
Além do sobrenatural
Naturalmente Deus, naturalmente Homem
E eu naturalmente seu
É Deus e eu cheirando a mesma essência.
Por Karynne Batista
Girassol
A favor da comunidade, que espera o bloco passar
Ninguém fica na solidão
Embarca com suas dores pra longe do seu lugar
A favor da comunidade, que espera o bloco passar
Ninguém fica na solidão o bloco vai te levar
Ninguém fica na solidão
A verdade prova que o tempo é o senhor
Dos dois destinos, dos dois destinos
Já que pra ser homem tem que ter
A grandeza de um menino, de um menino
No coração de quem faz a guerra
Nascerá uma flor amarela
Como um girassol
Como um girassol
Como um girassol amarelo, amarelo
Todo dia, toda hora, na batida da evolução
A harmonia do passista vai encantar a avenida
E todo o povo vai sorrir, sorrir, sorrir
E todo o povo vai sorrir, sorrir, sorrir
A verdade prova que o tempo é o senhor
Dos dois destinos, dos dois destinos
Já que pra ser homem tem que ter
A grandeza de um menino, de um menino
No coração de quem faz a guerra
Nascerá uma flor amarela
Como um girassol
Como um girassol
Como um girassol amarelo, amarelo.
Toni, Bino, Lazão, Gama e Pedro Luíz
Ninguém fica na solidão
Embarca com suas dores pra longe do seu lugar
A favor da comunidade, que espera o bloco passar
Ninguém fica na solidão o bloco vai te levar
Ninguém fica na solidão
A verdade prova que o tempo é o senhor
Dos dois destinos, dos dois destinos
Já que pra ser homem tem que ter
A grandeza de um menino, de um menino
No coração de quem faz a guerra
Nascerá uma flor amarela
Como um girassol
Como um girassol
Como um girassol amarelo, amarelo
Todo dia, toda hora, na batida da evolução
A harmonia do passista vai encantar a avenida
E todo o povo vai sorrir, sorrir, sorrir
E todo o povo vai sorrir, sorrir, sorrir
A verdade prova que o tempo é o senhor
Dos dois destinos, dos dois destinos
Já que pra ser homem tem que ter
A grandeza de um menino, de um menino
No coração de quem faz a guerra
Nascerá uma flor amarela
Como um girassol
Como um girassol
Como um girassol amarelo, amarelo.
Toni, Bino, Lazão, Gama e Pedro Luíz
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Vilarejo
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.
Feliz 2009!!!!
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.
Feliz 2009!!!!
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Ensina-nos a contar os nossos dias.
Hoje, intento apenas em dizer poucas palavras. Talvez menos palavras que o de costume, mas acredito que o suficiente ao que sinto lhes falar, pois acredito que o melhor a sentir está no simples momento de o ser e viver.
Nesses dois dias, tenho pensado muito em tudo o que tenho feito, como tenho agido e o que estaria plantando para mais tarde. E muito tenho me entristecido, muito me tem trazido tristeza, pois não tenho sido um “bom rapaz”. Não tenho sido um marido, como deveria ser; não tenho sido um pai, como deveria ser; não tenho sido um colega de trabalho, como deveria ser. E muito certamente, não tenho sido um cristão, como deveria ser.
Tenho trazido importância ao que não tem importância, ou ao que não deveria ser importante, ao que realmente é importante. Ou talvez, tenho colocado um valor, onde não caberiam sequer reles centavos. E nesses dois dias, tenho encontrado o suficiente para me direcionar a agir contrário ao engano como estava agindo, pela a singeleza de viver.
Não quero percorrer o caminho emaranhado da tristeza, que assola o pai, por não ter escolhido escutar o filho e tão conseqüentemente evitado um vício mortal. Não quero abraçar o orgulho, por não ter escolhido pedir perdão, ou perdoar minha esposa, devido uma palavra mal colocada, num momento tempestuoso; Não quero dar as mãos à indiferença, ao ver pessoas famintas e sequiosas; Quero abrir os braços e viver a singela maneira de viver, como Moisés proferiu a Deus:
Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos sabedoria.
(Salmo 90-12)
Vocês se lembram que o Amor (aqui, substantivo próprio) pregou com este versículo na semana passada? Pois bem, quero lançar um novo olhar acerca deste versículo. Mergulhar na densidade da Bíblia, porque ela me possibilita imergir. Mergulhar nas palavras do poeta, nadando nas correntes da interpretação de um outro olhar. Com certeza, o Espírito Santo de Deus utilizou-se do amor, quando ela esteve aqui na frente compartilhando com vocês o que ela tem entendido, e hoje eu os desafio a mergulhar também no oceano da Palavra, que é rica e dinâmica. Lance seu olhar, abra seu coração...
Ponto 1: Ensina-nos a contar os nossos dias
É inevitável buscarmos em nossos pensamentos, momentos em que poderíamos ter mudado o rumo de nossas vidas. Vez por outra tenho me perdido em meio aos meus pensamentos, num dado momento tão meu, que eu poderia ter agido diferente e hoje TALVEZ vivendo momentos melhores. Lembro-me das inúmeras oportunidades que tive nas mãos. Fico amargando as lembranças do passado, que já foram assoladas, pois já se passou. Mas, se eu tivesse esperado mais um pouco, teria dado certo. Se eu tivesse dito sim, hoje seria diferente. Se eu tivesse insistido, talvez minha vida tivesse dado outro rumo. E isso em dado momento me trás amargura, tristeza e melancolia por algo que jaz, que ficou à espreita da porta, à mercê do aquém. Que pediu carona à volta e nem se despediu dos meus desejos. Que permaneceu calada, e nem mesmo me cutucou à espera de uma reação, ao que ficou lá trás. Mas, olha só... Preste atenção, pois eu poderia ter sido isso, ou aquilo. Sabe que nem mesmo sei o que poderia ter sido. Mas... poderia...
O que isso me traz de lucro? O que isso me favorece? O que de valor posso tirar desses momentos de “Madalena Arrependida”, do que eu poderia ter feito?
Muito mais tenho a me alegrar, ver os impulsos pueris de meus dois filhos, que desenfreados correm casa à dentro, num espaço tão pequeno de um apartamento, mas mesmo assim, sentem-se felizes porque podem brincar. Ver o sorriso da Bia, grata porque estou ao seu lado na hora de ir ao banheiro, com medo de estar só. Ver a inquietude do Lipe, saltitante, lépido, porque eu lhe trouxe uma camiseta nova. Ver o Amor feliz porque para ela a minha presença lhe basta, e nem preciso lhe falar nada. Coisas do “amor”!
O que tenho deixado de lado, e não tenho vivido a singeleza de viver, porque tenho me atido ao que já passou? O que tenho deixado passar, porque dei importância à “não” resposta dada no passado, que poderia ter sido diferente, mas não foi? Será que tenho deixado passar o sorriso de meu filho, as lágrimas felizes de minha filha, ou deixado passar aquele abraço gostoso de minha mãe, inebriada pela saudade? Será que tenho deixado alçar vôo aquele abraço amoroso que minha cônjuge ansiava, quando cheguei do trabalho exausto e nem mesmo dei importância? Será que tenho vivido os dias e deixado meus relacionamentos passarem como “a ver navios” guardados em porta-retrato? Ensina-me meu Pai a contar os meus dias, para que eu não permita passar um dia, sem contemplar a beleza de viver. Ensina-me Pai a contar os meus dias e a viver o amor de meu próximo. Ensina-me Pai a contar os meus dias e contemplar a beleza de viver. Ensina-me Pai a dizer sim ao dia, a dizer um simples bom dia.
A vida é rara, só a experimentamos uma vez. Devemos tratá-la como o dom mais sagrado que recebemos de Deus. Quem não souber valorizá-la, antecipa o inferno.
(Pr. Ricardo Gondim, Sem Perder a Alma, pp. 29).
Ponto 2: Para que alcancemos sabedoria.
Estamos lendo o novo livro do Pr. Ricardo Gondim. Lendo-o não como o algoz do Protestantismo, ou muito menos lendo-o como o oráculo da verdade dos crentes, dos Betesdas, ou Betesdianos, mas lendo-o como uma referência cultural de uma igreja cristã, contrária aos abusos exteriores e interiores, lendo-o a sua singeleza de brincar com as palavras, num jeito seguro, cândido, cheio da Graça reveladora de Jesus, na busca sangrenta de viver um cristianismo autêntico e verdadeiro. Busco em suas palavras, reter o máximo que me é possível, mesmo que para amadurecer aquilo que está escrito eu demore anos. Mas, é gostoso enveredar em suas palavras, que me entram vívidas, como se as atitudes, as ações, as decepções a mim pertencesse. Leio-o desprendido dos alicerces duros de um pré-julgamento irresponsável, pois ele me expressa exemplo de um homem sábio.
Leio o blog do Pr. Elienai onde está escrito: A outra maneira de lidar com tempo é a sabedoria. É disso que fala o poeta no Salmo 90: ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos um coração sábio. A sabedoria não chama de belo o que foi feio, nem finge que o mal não aconteceu. Também não se engana com o futuro. Sabe que a vida continua sendo uma mistura de aflição e prazer. Que há coisas que melhoram e coisas que pioram. Mas não se rende a um conformismo suicida. Olha para o que passou e aprende. Olha para o futuro como um tempo não definido e toma as decisões que importam.
O objetivo final de saber contar nossos dias é a sabedoria. “Para que alcancemos sabedoria”, algo contínuo, porque não se alcança sabedoria de um dia para o outro. Saber que a vida é um dom precioso de Deus. Entender que Deus nos proporciona viver, na mais singela beleza de ser, porque há alegria na folha que cai, há alegria no sol que cobre de luz as flores, que há alegria na simplicidade de abrir os nossos olhos, a cada dia. Você e eu temos 365 dias para errarmos e acertarmos, ou pelo menos, consertar o que outrora foi errado. Se não der para consertar, pelo menos tenta de novo, e sorria, você está sendo filmado. Quero deixar com vocês um poema de Carlos Drummond de Andrade, que tem muito a ver com isso tudo:
Cortar o tempo
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e
outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Deus nos abençoe.
Eládio Batista
Nesses dois dias, tenho pensado muito em tudo o que tenho feito, como tenho agido e o que estaria plantando para mais tarde. E muito tenho me entristecido, muito me tem trazido tristeza, pois não tenho sido um “bom rapaz”. Não tenho sido um marido, como deveria ser; não tenho sido um pai, como deveria ser; não tenho sido um colega de trabalho, como deveria ser. E muito certamente, não tenho sido um cristão, como deveria ser.
Tenho trazido importância ao que não tem importância, ou ao que não deveria ser importante, ao que realmente é importante. Ou talvez, tenho colocado um valor, onde não caberiam sequer reles centavos. E nesses dois dias, tenho encontrado o suficiente para me direcionar a agir contrário ao engano como estava agindo, pela a singeleza de viver.
Não quero percorrer o caminho emaranhado da tristeza, que assola o pai, por não ter escolhido escutar o filho e tão conseqüentemente evitado um vício mortal. Não quero abraçar o orgulho, por não ter escolhido pedir perdão, ou perdoar minha esposa, devido uma palavra mal colocada, num momento tempestuoso; Não quero dar as mãos à indiferença, ao ver pessoas famintas e sequiosas; Quero abrir os braços e viver a singela maneira de viver, como Moisés proferiu a Deus:
Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos sabedoria.
(Salmo 90-12)
Vocês se lembram que o Amor (aqui, substantivo próprio) pregou com este versículo na semana passada? Pois bem, quero lançar um novo olhar acerca deste versículo. Mergulhar na densidade da Bíblia, porque ela me possibilita imergir. Mergulhar nas palavras do poeta, nadando nas correntes da interpretação de um outro olhar. Com certeza, o Espírito Santo de Deus utilizou-se do amor, quando ela esteve aqui na frente compartilhando com vocês o que ela tem entendido, e hoje eu os desafio a mergulhar também no oceano da Palavra, que é rica e dinâmica. Lance seu olhar, abra seu coração...
Ponto 1: Ensina-nos a contar os nossos dias
É inevitável buscarmos em nossos pensamentos, momentos em que poderíamos ter mudado o rumo de nossas vidas. Vez por outra tenho me perdido em meio aos meus pensamentos, num dado momento tão meu, que eu poderia ter agido diferente e hoje TALVEZ vivendo momentos melhores. Lembro-me das inúmeras oportunidades que tive nas mãos. Fico amargando as lembranças do passado, que já foram assoladas, pois já se passou. Mas, se eu tivesse esperado mais um pouco, teria dado certo. Se eu tivesse dito sim, hoje seria diferente. Se eu tivesse insistido, talvez minha vida tivesse dado outro rumo. E isso em dado momento me trás amargura, tristeza e melancolia por algo que jaz, que ficou à espreita da porta, à mercê do aquém. Que pediu carona à volta e nem se despediu dos meus desejos. Que permaneceu calada, e nem mesmo me cutucou à espera de uma reação, ao que ficou lá trás. Mas, olha só... Preste atenção, pois eu poderia ter sido isso, ou aquilo. Sabe que nem mesmo sei o que poderia ter sido. Mas... poderia...
O que isso me traz de lucro? O que isso me favorece? O que de valor posso tirar desses momentos de “Madalena Arrependida”, do que eu poderia ter feito?
Muito mais tenho a me alegrar, ver os impulsos pueris de meus dois filhos, que desenfreados correm casa à dentro, num espaço tão pequeno de um apartamento, mas mesmo assim, sentem-se felizes porque podem brincar. Ver o sorriso da Bia, grata porque estou ao seu lado na hora de ir ao banheiro, com medo de estar só. Ver a inquietude do Lipe, saltitante, lépido, porque eu lhe trouxe uma camiseta nova. Ver o Amor feliz porque para ela a minha presença lhe basta, e nem preciso lhe falar nada. Coisas do “amor”!
O que tenho deixado de lado, e não tenho vivido a singeleza de viver, porque tenho me atido ao que já passou? O que tenho deixado passar, porque dei importância à “não” resposta dada no passado, que poderia ter sido diferente, mas não foi? Será que tenho deixado passar o sorriso de meu filho, as lágrimas felizes de minha filha, ou deixado passar aquele abraço gostoso de minha mãe, inebriada pela saudade? Será que tenho deixado alçar vôo aquele abraço amoroso que minha cônjuge ansiava, quando cheguei do trabalho exausto e nem mesmo dei importância? Será que tenho vivido os dias e deixado meus relacionamentos passarem como “a ver navios” guardados em porta-retrato? Ensina-me meu Pai a contar os meus dias, para que eu não permita passar um dia, sem contemplar a beleza de viver. Ensina-me Pai a contar os meus dias e a viver o amor de meu próximo. Ensina-me Pai a contar os meus dias e contemplar a beleza de viver. Ensina-me Pai a dizer sim ao dia, a dizer um simples bom dia.
A vida é rara, só a experimentamos uma vez. Devemos tratá-la como o dom mais sagrado que recebemos de Deus. Quem não souber valorizá-la, antecipa o inferno.
(Pr. Ricardo Gondim, Sem Perder a Alma, pp. 29).
Ponto 2: Para que alcancemos sabedoria.
Estamos lendo o novo livro do Pr. Ricardo Gondim. Lendo-o não como o algoz do Protestantismo, ou muito menos lendo-o como o oráculo da verdade dos crentes, dos Betesdas, ou Betesdianos, mas lendo-o como uma referência cultural de uma igreja cristã, contrária aos abusos exteriores e interiores, lendo-o a sua singeleza de brincar com as palavras, num jeito seguro, cândido, cheio da Graça reveladora de Jesus, na busca sangrenta de viver um cristianismo autêntico e verdadeiro. Busco em suas palavras, reter o máximo que me é possível, mesmo que para amadurecer aquilo que está escrito eu demore anos. Mas, é gostoso enveredar em suas palavras, que me entram vívidas, como se as atitudes, as ações, as decepções a mim pertencesse. Leio-o desprendido dos alicerces duros de um pré-julgamento irresponsável, pois ele me expressa exemplo de um homem sábio.
Leio o blog do Pr. Elienai onde está escrito: A outra maneira de lidar com tempo é a sabedoria. É disso que fala o poeta no Salmo 90: ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos um coração sábio. A sabedoria não chama de belo o que foi feio, nem finge que o mal não aconteceu. Também não se engana com o futuro. Sabe que a vida continua sendo uma mistura de aflição e prazer. Que há coisas que melhoram e coisas que pioram. Mas não se rende a um conformismo suicida. Olha para o que passou e aprende. Olha para o futuro como um tempo não definido e toma as decisões que importam.
O objetivo final de saber contar nossos dias é a sabedoria. “Para que alcancemos sabedoria”, algo contínuo, porque não se alcança sabedoria de um dia para o outro. Saber que a vida é um dom precioso de Deus. Entender que Deus nos proporciona viver, na mais singela beleza de ser, porque há alegria na folha que cai, há alegria no sol que cobre de luz as flores, que há alegria na simplicidade de abrir os nossos olhos, a cada dia. Você e eu temos 365 dias para errarmos e acertarmos, ou pelo menos, consertar o que outrora foi errado. Se não der para consertar, pelo menos tenta de novo, e sorria, você está sendo filmado. Quero deixar com vocês um poema de Carlos Drummond de Andrade, que tem muito a ver com isso tudo:
Cortar o tempo
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e
outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Deus nos abençoe.
Eládio Batista
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Não quero ser nenhum dos heróis da Bíblia.
Quando observo a riqueza literária da Bíblia com seus poemas, histórias, epopéias, metáforas e outras e também quando leio os diálogos de Jesus e me coloco a ouvi-los, percebosuas parábolas instigando a imaginação e criatividade de seus ouvintes. Vejo que comunicar o reino de Deus é muito mais profundo do que reproduzir letras.
Percebo que a Palavra de Deus não é como um tipógrafo que apenas carimbou uma história como se repetisse um vicioso círculo. Mas um convite para o uso da imaginação e de toda riqueza da linguagem humana para que se penetre no mundo das palavras e nelas se descubra o tesouro da Palavra de Deus.
Tentar reviver a experiência dos heróis da Bíblia, querer conquistar as mesmas coisas que eles conquistaram, demonstra uma pobreza espiritual que sacrifica a individualidade e contraria todo o esforço de Jesus em revelar a possibilidade de experiência pessoal com Deus.
A possibilidade de escrever uma história singular a partir de si mesmo na companhia de Deus.
Para uma pessoa andar com Deus e ter experiências com Ele, não precisa deixar de ser quem se é. Não é necessário ser um Moisés e ir para um deserto encontrar uma sarça e nem mesmo subir a um monte.
O que Deus pede de cada um se resume à plenitude de si mesmo, revelando somente aquela pessoa que Ele autenticou com sua própria imagem.
Ser a si mesmo com inteireza.
Por isso, eu não quero passar minha vida copiando o jejum de Daniel, a conquista de Gideão, a fé de Abraão, mas desejo ter as minhas próprias experiências com Deus, com tudo aquilo que sei, com o que não sei, com tudo o que tenho e o que não tenho.
Ser como sou pela graça de Deus, e nisto o conhecer.
Os heróis da fé não descobriram a maneira de vencer espiritualmente, eles simplesmente tiveram suas próprias experiências com Deus.
Que bom perceber que Deus aceitou cada um deles, e que graça maravilhosa saber que ele também me recebe.
O jejum de Daniel, os sacrifícios de Davi, a ousadia de Sansão serviram para suas vidas e espiritualidade, mas eles não foram mais amados por Deus.
Eles não obtiveram de Deus a única maneira aceitável. Também não está na Bíblia como uma receita para se dar bem no mundo.
Cada um deles propôs em seu coração servir a Deus e agiu diante das circunstâncias em que se encontrava com aquilo que compreendia da vida e de seus relacionamentos com o Deus da Torá.
O que desejo aprender com cada um dos heróis bíblicos não é convencer Deus e nem vencer o inimigo. Quero aprender a ser inteiro, intenso, dedicado, honrar minha aliança com Deus e levar isto até as últimas consequências.
Quero com eles saber agir diante das circunstâncias com sabedoria, sem precisar fazer de suas experiências a minha receita, mas ter as minhas próprias experiências.
Minha história é válida e tão importante que a levarei para a eternidade.
Lá serei recebido entre amigos, apresentando minhas ações e avaliado pelo meu caráter.
Com tudo o que vivi e vivo, pretendo construir uma eternidade bonita.
Diante de Deus serei plenamente quem sou: Imago Dei.Não quero ser nenhum dos heróis da Bíblia, estou satisfeito comigo mesmo, apesar de todas as minhas fraquezas, sei que Deus me quer bem e para mim isto basta.
Eliel Batista
www.particulasdagraca.blogspot.com
Percebo que a Palavra de Deus não é como um tipógrafo que apenas carimbou uma história como se repetisse um vicioso círculo. Mas um convite para o uso da imaginação e de toda riqueza da linguagem humana para que se penetre no mundo das palavras e nelas se descubra o tesouro da Palavra de Deus.
Tentar reviver a experiência dos heróis da Bíblia, querer conquistar as mesmas coisas que eles conquistaram, demonstra uma pobreza espiritual que sacrifica a individualidade e contraria todo o esforço de Jesus em revelar a possibilidade de experiência pessoal com Deus.
A possibilidade de escrever uma história singular a partir de si mesmo na companhia de Deus.
Para uma pessoa andar com Deus e ter experiências com Ele, não precisa deixar de ser quem se é. Não é necessário ser um Moisés e ir para um deserto encontrar uma sarça e nem mesmo subir a um monte.
O que Deus pede de cada um se resume à plenitude de si mesmo, revelando somente aquela pessoa que Ele autenticou com sua própria imagem.
Ser a si mesmo com inteireza.
Por isso, eu não quero passar minha vida copiando o jejum de Daniel, a conquista de Gideão, a fé de Abraão, mas desejo ter as minhas próprias experiências com Deus, com tudo aquilo que sei, com o que não sei, com tudo o que tenho e o que não tenho.
Ser como sou pela graça de Deus, e nisto o conhecer.
Os heróis da fé não descobriram a maneira de vencer espiritualmente, eles simplesmente tiveram suas próprias experiências com Deus.
Que bom perceber que Deus aceitou cada um deles, e que graça maravilhosa saber que ele também me recebe.
O jejum de Daniel, os sacrifícios de Davi, a ousadia de Sansão serviram para suas vidas e espiritualidade, mas eles não foram mais amados por Deus.
Eles não obtiveram de Deus a única maneira aceitável. Também não está na Bíblia como uma receita para se dar bem no mundo.
Cada um deles propôs em seu coração servir a Deus e agiu diante das circunstâncias em que se encontrava com aquilo que compreendia da vida e de seus relacionamentos com o Deus da Torá.
O que desejo aprender com cada um dos heróis bíblicos não é convencer Deus e nem vencer o inimigo. Quero aprender a ser inteiro, intenso, dedicado, honrar minha aliança com Deus e levar isto até as últimas consequências.
Quero com eles saber agir diante das circunstâncias com sabedoria, sem precisar fazer de suas experiências a minha receita, mas ter as minhas próprias experiências.
Minha história é válida e tão importante que a levarei para a eternidade.
Lá serei recebido entre amigos, apresentando minhas ações e avaliado pelo meu caráter.
Com tudo o que vivi e vivo, pretendo construir uma eternidade bonita.
Diante de Deus serei plenamente quem sou: Imago Dei.Não quero ser nenhum dos heróis da Bíblia, estou satisfeito comigo mesmo, apesar de todas as minhas fraquezas, sei que Deus me quer bem e para mim isto basta.
Eliel Batista
www.particulasdagraca.blogspot.com
A festa da natureza
Chegando o tempo do inverno,
Tudo é amoroso e terno,
Sentindo o Pai Eterno
Sua bondade sem fim.
O nosso sertão amado,
Estrumicado e pelado,
Fica logo transformado
No mais bonito jardim.
Neste quadro de beleza
A gente vê com certeza
Que a musga da natureza
Tem riqueza de incantá
.Do campo até na floresta
As ave se manifesta
Compondo a sagrada orquesta
Desta festa naturá.
Tudo é paz, tudo é carinho,
Na construção de seus ninho,
Canta alegre os passarinho
As mais sonora canção.
E o camponês prazentero
Vai prantá fejão ligero,
Pois é o que vinga premero
Nas terras do meu sertão.
Patativa do Assaré.
Tudo é amoroso e terno,
Sentindo o Pai Eterno
Sua bondade sem fim.
O nosso sertão amado,
Estrumicado e pelado,
Fica logo transformado
No mais bonito jardim.
Neste quadro de beleza
A gente vê com certeza
Que a musga da natureza
Tem riqueza de incantá
.Do campo até na floresta
As ave se manifesta
Compondo a sagrada orquesta
Desta festa naturá.
Tudo é paz, tudo é carinho,
Na construção de seus ninho,
Canta alegre os passarinho
As mais sonora canção.
E o camponês prazentero
Vai prantá fejão ligero,
Pois é o que vinga premero
Nas terras do meu sertão.
Patativa do Assaré.
Obama King Lula da Silva – I (would) have a Dream
Votei no Lula, pela primeira vez, em 1989, enquanto estudava na então Escola Técnica Federal do Ceará. Foi um tempo muito especial da minha vida. Fui criança e adolesci durante a ditadura militar e, então, aos 17 anos, estava ajudando a fazer história. Todos ficávamos ávidos pela chegada do intervalo diário, para exibirmos nossas flâmulas, camisetas e adesivos que usávamos como bótons nas batas, nossa farda. Houve até um aluno do Curso de Estradas que simulou sua própria crucificação, afrontosamente, na frente da casa do Diretor da Escola, localizada no perímetrp da própria ETFCe, com a frase “Ensino Público” em vez de INRI, na plaqueta acima da cabeça. Esse tal reacionário chegava de manhã e somente deixava sua “cruz” à noite. Foi libertador para aquele grupo de jovens que tentava acreditar.
Eu era muito tímido para tentar qualquer atitude mais radical. Apenas ideologizava. Pouco tempo depois, minha namorada, hoje minha esposa, entrou para o curso de Ciências Sociais na Universidade Federal do Ceará e eu, para Letras, na Estadual. Para passarmos mais tempo juntos, assistíamos aulas na faculdade um do outro, como ouvintes. Eu acabei por fazer várias cadeiras do Curso dela. Convivendo, então, com esse ambiente dos ”insatisfeitos”. Daqueles que corriam atrás de suas utopias. Muitos desses ferrenhos opositores do sistema, tornaram-se submissos funcionários públicos, que nem greve fazem.
Hoje, amadurecido e amolecido pela vida, fico procurando no baú de minhas memórias juvenis, onde eu comecei a deixar de acreditar. Quando minhas utopias começaram a morrer? Meu impossível próximo presidente de 19 anos atrás, já está no seu segundo mandato, meu candidato a vereador daquela mesma época, agora é Senador. Eu acompanhava os discursos do cara em uma “radiadora”, no tempo emque a gente lutava por meia passagem e acreditava no Partido Comunista. Por que se perdem os sonhos? Será que eles são realmente alcançáveis? Ou descobrimos que o “sistema” corrompeu nossos sonhos e os transformou em decepção?
Depois de tantos anos, também não consigo mais ter uma análise simplória das realizações dos meus antigos heróis. No entanto, vou dar uma olhada por cima do meu ombro para além das estruturas de governo, em direção aos símbolos humanos. Vou tentar isentar os personagens sobre os quais falarei, retirando-os da conjuntura estratégica elaborada para eles ou a partir deles, e vou concentrar o olhar no mito que eles se tornaram, o ideal que se confunde com o idealizaador. Por mais que as instituições sempre acompanhem cada indivíduo, é exatamente o significado do indivíduo o que estabelece as organizações humanas.
Voltando ao assunto Lula. Diferentemente daquele de ar professoral, admirabilíssimo, intelectual de fluente inglês britânico, Fernando Henrique Cardoso, que era recebido pelos outros estadistas, com ouvidos atentos às suas eloqüentes colocações, principalmente sobre economia e sociologia, o ex-metalúrgico tem sido recebido como uma celebridade; é o símbolo vívido de que a democracia pode, algum dia, deixar de ser uma mera utopia grega. Até as crianças de outros países querem tirar fotografia ao seu lado. Meu ideal de adolescente, recém-iniciado na possibilidade de sonhos, estava satisfeita em sua eleição. Não era, para mim, mais um político recebendo uma faixa (a presidencial); era um sujeito parecido com qualquer parente meu, aqui do nordeste brasileiro. É o signo-homem de sobrenome Silva, como eu.
Em um ambiente cultural completamente diferente, está outro signo-homem. Este, carrega uma responsabilidade de proporções mundiais. O recado que o Obama carrega sobre si é superior à sua capacidade de corresponder aos sonhos idealizados pela nação americana, representados por todas as minorias, que outrora jamais teriam um igual na Casa Branca, como os negros, os latinos, ou até mesmo os homossexuais ou os imigrantes asiáticos. Ele é absolutamente consciente disso e sabe muito bem que seu país, de vez em quando, constrói alguns totens que são erguidos, diante de todas as nações, para trazerem esperança para o país inteiro e seja um memorial de sua grandeza, até mesmo na possibilidade de sua própria reinvenção.
Depois de 1929, na Grande Depressão, os jornalistas saíram a caça desses totens pelos quatro cantos dos Estados Unidos. Assim, encontraram James Braddock, um pugilista decadente que ergueu sua família da completa miséria e recomeçou sua carreira e o Seabiscuit, um cavalo pequeno, que foi livre, por pouco, de ser sacrificado, e, com um jóquei cego de um olho e muito grande para cavalgá-lo se tornou um campeão, na mesma época.
Mas esse havaiano, com nome parecido com o do terrorista tem, a meu ver, a redor de si, uma comoção muitíssimo superior. Ele é quase uma reedição da imagem de Martin Luther King, o idealista. “King” - ele não poderia usar esse nome com mais propriedade. Era realmente admirado como um rei de esperança inexpugnável, autor da frase, hoje utilizada banalmente: I have a Dream (eu tenho um Sonho). Sonho que esperava ser construído por ele próprio. Tenho certeza de que esperava ver, na sua geração, parte de seus ideais radicadamente inicializados. Tornou-se um dos poucos verdadeiros mártires do século XX. Seu significado era maior do que ele.
Eu já não sou ingênuo para acreditar que esses homens: Lula, Obama e Martin, são ou foram o que passaram a significar. Assim como as palavras que criamos deixam de ser simples ferramentas de comunicação oral circunstancial, mudam seus significados, crescentemente ou decrescentemente, dependendo de sua própria utilização, esses homens também têm seus significados alterados com o tempo e de acordo com o julgamento crudelíssimo da mídia e dos intérpretes da história. Ambos, homens e palavras são símbolos daquilo que queremos que eles em nós imprimam. O mesmo acontece até com animais irracionais: um rato pode causar devoção na índia e asco no Brasil. Nossos critérios, quer religiosos, familiares e de inconsciente coletivo são alguns dos recursos que lançamos mão nessa “simbologização”. Mas essa já é uma reflexão para outro momento.
Sob esses signos vivemos e construímos. Às vezes, a morte, como no caso de King ou Gandhi, motivam sonhos e possibilidades. Outras vezes, a perenidade, no caso do cubano Fodel Castro, pode torná-los gastos e obsoletos. Convido o leitor a voltar a acreditar nos significados altaneiros. Num mundo que espera por uma nova Grande Depressão, dessa vez, não mais à sombra de uma Guerra por controle mundial, mas sob um belicismo econômico, tão destrutivo quanto o mais poderoso míssil nuclear, é preciso voltar ao idealismo. Que tal um idealismo que nos faça caminhar um passo de cada vez em direção ao maior do que nós? Quando começamos a andar, no início de nossa vida, cada passo era um quilômetro em direção aos braços de nossos pais. Sem sonhos, sem passos. Sem passos, sem vida.
A idéia de morte está imbutida em cada “não quero mais tentar”, “não quero recomeçar”, ou “nunca mais” que pronunciamos. A diferença entre triunfalismo e idealismo reside nas mentiras que o triunfalista precisa criar para manter seus falsos projetos de pé. O idealista não tenta se enganar, mas resiste nas suas fraquezas. Ideal não precisa ser nacional. É possível ter pequenos focos de esperança, lado a lado com os grandes propósitos existenciais. Eu ousaria usar a frase de Luther King I have a Dream com uma partícula inglesa significante: would, que formaria I would have a Dream. Mesmo com tantas condições atenuantes, até em âmbito mundial, Eu deveria ter um sonho. Deveríamos ser capazes de olhar para acima de nós. Assim, nossos pequenos passos na jornada de nossas vidas podem construir significados, os quais se confundirão conosco próprios, mesmo depois que partirmos.
Nossos ideais serão a nossa vida e serão o significado de nós.
EDNEY MELO
http://edney.wordpress.com/
Eu era muito tímido para tentar qualquer atitude mais radical. Apenas ideologizava. Pouco tempo depois, minha namorada, hoje minha esposa, entrou para o curso de Ciências Sociais na Universidade Federal do Ceará e eu, para Letras, na Estadual. Para passarmos mais tempo juntos, assistíamos aulas na faculdade um do outro, como ouvintes. Eu acabei por fazer várias cadeiras do Curso dela. Convivendo, então, com esse ambiente dos ”insatisfeitos”. Daqueles que corriam atrás de suas utopias. Muitos desses ferrenhos opositores do sistema, tornaram-se submissos funcionários públicos, que nem greve fazem.
Hoje, amadurecido e amolecido pela vida, fico procurando no baú de minhas memórias juvenis, onde eu comecei a deixar de acreditar. Quando minhas utopias começaram a morrer? Meu impossível próximo presidente de 19 anos atrás, já está no seu segundo mandato, meu candidato a vereador daquela mesma época, agora é Senador. Eu acompanhava os discursos do cara em uma “radiadora”, no tempo emque a gente lutava por meia passagem e acreditava no Partido Comunista. Por que se perdem os sonhos? Será que eles são realmente alcançáveis? Ou descobrimos que o “sistema” corrompeu nossos sonhos e os transformou em decepção?
Depois de tantos anos, também não consigo mais ter uma análise simplória das realizações dos meus antigos heróis. No entanto, vou dar uma olhada por cima do meu ombro para além das estruturas de governo, em direção aos símbolos humanos. Vou tentar isentar os personagens sobre os quais falarei, retirando-os da conjuntura estratégica elaborada para eles ou a partir deles, e vou concentrar o olhar no mito que eles se tornaram, o ideal que se confunde com o idealizaador. Por mais que as instituições sempre acompanhem cada indivíduo, é exatamente o significado do indivíduo o que estabelece as organizações humanas.
Voltando ao assunto Lula. Diferentemente daquele de ar professoral, admirabilíssimo, intelectual de fluente inglês britânico, Fernando Henrique Cardoso, que era recebido pelos outros estadistas, com ouvidos atentos às suas eloqüentes colocações, principalmente sobre economia e sociologia, o ex-metalúrgico tem sido recebido como uma celebridade; é o símbolo vívido de que a democracia pode, algum dia, deixar de ser uma mera utopia grega. Até as crianças de outros países querem tirar fotografia ao seu lado. Meu ideal de adolescente, recém-iniciado na possibilidade de sonhos, estava satisfeita em sua eleição. Não era, para mim, mais um político recebendo uma faixa (a presidencial); era um sujeito parecido com qualquer parente meu, aqui do nordeste brasileiro. É o signo-homem de sobrenome Silva, como eu.
Em um ambiente cultural completamente diferente, está outro signo-homem. Este, carrega uma responsabilidade de proporções mundiais. O recado que o Obama carrega sobre si é superior à sua capacidade de corresponder aos sonhos idealizados pela nação americana, representados por todas as minorias, que outrora jamais teriam um igual na Casa Branca, como os negros, os latinos, ou até mesmo os homossexuais ou os imigrantes asiáticos. Ele é absolutamente consciente disso e sabe muito bem que seu país, de vez em quando, constrói alguns totens que são erguidos, diante de todas as nações, para trazerem esperança para o país inteiro e seja um memorial de sua grandeza, até mesmo na possibilidade de sua própria reinvenção.
Depois de 1929, na Grande Depressão, os jornalistas saíram a caça desses totens pelos quatro cantos dos Estados Unidos. Assim, encontraram James Braddock, um pugilista decadente que ergueu sua família da completa miséria e recomeçou sua carreira e o Seabiscuit, um cavalo pequeno, que foi livre, por pouco, de ser sacrificado, e, com um jóquei cego de um olho e muito grande para cavalgá-lo se tornou um campeão, na mesma época.
Mas esse havaiano, com nome parecido com o do terrorista tem, a meu ver, a redor de si, uma comoção muitíssimo superior. Ele é quase uma reedição da imagem de Martin Luther King, o idealista. “King” - ele não poderia usar esse nome com mais propriedade. Era realmente admirado como um rei de esperança inexpugnável, autor da frase, hoje utilizada banalmente: I have a Dream (eu tenho um Sonho). Sonho que esperava ser construído por ele próprio. Tenho certeza de que esperava ver, na sua geração, parte de seus ideais radicadamente inicializados. Tornou-se um dos poucos verdadeiros mártires do século XX. Seu significado era maior do que ele.
Eu já não sou ingênuo para acreditar que esses homens: Lula, Obama e Martin, são ou foram o que passaram a significar. Assim como as palavras que criamos deixam de ser simples ferramentas de comunicação oral circunstancial, mudam seus significados, crescentemente ou decrescentemente, dependendo de sua própria utilização, esses homens também têm seus significados alterados com o tempo e de acordo com o julgamento crudelíssimo da mídia e dos intérpretes da história. Ambos, homens e palavras são símbolos daquilo que queremos que eles em nós imprimam. O mesmo acontece até com animais irracionais: um rato pode causar devoção na índia e asco no Brasil. Nossos critérios, quer religiosos, familiares e de inconsciente coletivo são alguns dos recursos que lançamos mão nessa “simbologização”. Mas essa já é uma reflexão para outro momento.
Sob esses signos vivemos e construímos. Às vezes, a morte, como no caso de King ou Gandhi, motivam sonhos e possibilidades. Outras vezes, a perenidade, no caso do cubano Fodel Castro, pode torná-los gastos e obsoletos. Convido o leitor a voltar a acreditar nos significados altaneiros. Num mundo que espera por uma nova Grande Depressão, dessa vez, não mais à sombra de uma Guerra por controle mundial, mas sob um belicismo econômico, tão destrutivo quanto o mais poderoso míssil nuclear, é preciso voltar ao idealismo. Que tal um idealismo que nos faça caminhar um passo de cada vez em direção ao maior do que nós? Quando começamos a andar, no início de nossa vida, cada passo era um quilômetro em direção aos braços de nossos pais. Sem sonhos, sem passos. Sem passos, sem vida.
A idéia de morte está imbutida em cada “não quero mais tentar”, “não quero recomeçar”, ou “nunca mais” que pronunciamos. A diferença entre triunfalismo e idealismo reside nas mentiras que o triunfalista precisa criar para manter seus falsos projetos de pé. O idealista não tenta se enganar, mas resiste nas suas fraquezas. Ideal não precisa ser nacional. É possível ter pequenos focos de esperança, lado a lado com os grandes propósitos existenciais. Eu ousaria usar a frase de Luther King I have a Dream com uma partícula inglesa significante: would, que formaria I would have a Dream. Mesmo com tantas condições atenuantes, até em âmbito mundial, Eu deveria ter um sonho. Deveríamos ser capazes de olhar para acima de nós. Assim, nossos pequenos passos na jornada de nossas vidas podem construir significados, os quais se confundirão conosco próprios, mesmo depois que partirmos.
Nossos ideais serão a nossa vida e serão o significado de nós.
EDNEY MELO
http://edney.wordpress.com/
Falai de Deus
Falai de Deus
Falai de Deus com a clareza
Da verdade e da certeza
Com um poder
De corpo e alma que não possa
Ninguém, à passagem vossa,
Não o entender.
Falai de Deus brandamente,
Que o mundo se pôs dolente,
Tão sem leis.
Falai de Deus com doçura,
Que é difícil ser criatura:
Bem o sabeis.
Falai de Deus de tal modo
Que por ele o mundo todo
Tenha amor.
À vida é à morte, e, de vê-lo,
O escolha como modelo
Superior.
Com voz, pensamentos e atos
Representai tão exatos
Os reinos seus
Que todos vão livremente
Para esse encontro excelente.
Falai de Deus.
Falai de Deus com a clareza
Da verdade e da certeza
Com um poder
De corpo e alma que não possa
Ninguém, à passagem vossa,
Não o entender.
Falai de Deus brandamente,
Que o mundo se pôs dolente,
Tão sem leis.
Falai de Deus com doçura,
Que é difícil ser criatura:
Bem o sabeis.
Falai de Deus de tal modo
Que por ele o mundo todo
Tenha amor.
À vida é à morte, e, de vê-lo,
O escolha como modelo
Superior.
Com voz, pensamentos e atos
Representai tão exatos
Os reinos seus
Que todos vão livremente
Para esse encontro excelente.
Falai de Deus.
Cecília Meireles
quinta-feira, novembro 27, 2008
Ainda bem
Ainda bem
Esses dias tenho ouvido, mesmo sem opção, minha querida vizinha gosta muito de uma musica do cantor gospel chamado Lázaro:
Ainda bem que eu vou.
Morar no céu.
Ainda bem que eu vou morar com Deus.
O mundo está cheio de horror.
Os mentirosos reinam sem pudor.
Mentes brilhantes planejando o mal.
Mas eu não desanimo pois sou sal
A integridade foi pro além no mundo ninguem ama mais ninguem
Mas ele prometeu que vai voltar, pra nos buscar
Ainda bem...
Restaura a tua casa OH SENHOR
Acabe o show, restaura o louvor
Riqueza e fama agora é a pregação
Já não se fala mais em salvação
O mundo esta tentando enganar
Aquele que o SENHOR virá buscar
Mas permaneço firme com minha cruz
Pois sou luz.
Eu fiquei pensando nessa musica, muitas vezes vivemos alienados do que está acontecendo aqui no mundo porque temos uma falsa percepção celestial.
Não importamos quem será o novo presidente do Estados Unidos da América, agora já sabemos: Obama! deixa isso pra lá; ainda bem que vou morar no céu. Pra que me importar com a crise fincanceira global; Ainda bem que vou morar no céu. Adolescentes com amores doentios; Ainda bem que vou morar no céu. Evangélicos (por que são apenas isso mesmo) se degladiam pra saber qual a doutrina de Deus, como se Deus pudesse adequar-se a doutrina, mas não importa; Ainda bem que vou morar no céu.
Porque não nos importamos com o tempo que passamos aqui no mundo? Visto que é tão pouco. Por que não importamos em viver o Cristo? O evangelho do amor e da graça de Deus? Por que não nos importamos com as necessidades básicas do nosso próximo? Seja ele quem for. Porque julgamos tão ferozmente os de casa? Ainda bem que vou morar no céu...
Nossa mente está focado no futuro, nas “coisas do alto”, mas o que será as “coisas do alto?”
Será que essa “coisas lá do alto” não tem haver com o meu relacionamento com o próximo? Mostrar para os meus filhos o Deus de amor, de perdão, de generosidade? O Deus que se importa com os nossos sentimentos, com as nossas crises? Será que ele sente nossas dores? Conhece minha frustração?
Deus ele está na terra tanto quanto ele está lá no alto, Ele está no meu coração, na minha casa, se divertindo comigo, nos meus conflitos. Ele é presente!
E isso é que devemos viver: o presente! Afinal de contas o futuro é a soma a partir do hoje. O futuro é uma dinâmica, o amanhã é futuro, mas quando ele chegar não o será mais. "A melhor coisa sobre o futuro é que vem um só dia de cada vez." (Abraham Lincoln). Ainda bem que vou morar no céu.
Eu quero que esse céu desça a terra. Eu quero me importa mais com meu próximo do que ficar alucinado em repetições cancionadas de músicas que não tem nada haver com Deus-Amor.
Há uma música que tem o mesmo título: Ainda bem, de Vanessa da Mata, é muito mais cristã. Veja:
Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte.
Precisamos um do outro, nos dias frios, estarmos juntos, nos abraçando, na minha dor, na minha crise, tudo ficará mais fácil se você estiver aqui, as orações, as saídas depois do culto, as conversar no MSN são flores que manda são fato do nosso cuidado e entrega, meu corpo, minha presença, minha companhia sem a sua é parte seria o caso e não sorte e não um presente de Deus.
Salve, Salve, Vanessa da Mata que enriquece nossos corações com sua poesia e nos faz observar o evangelho de Jesus, o evangelho do Amor, na necessidade do Outro.
Perdoe-me os queridos que gostam da musica Ainda bem do cantor Lásaro, esse texto é apenas uma visão pessoal. Sem ofensas!
Por Karynne Batista
Esses dias tenho ouvido, mesmo sem opção, minha querida vizinha gosta muito de uma musica do cantor gospel chamado Lázaro:
Ainda bem que eu vou.
Morar no céu.
Ainda bem que eu vou morar com Deus.
O mundo está cheio de horror.
Os mentirosos reinam sem pudor.
Mentes brilhantes planejando o mal.
Mas eu não desanimo pois sou sal
A integridade foi pro além no mundo ninguem ama mais ninguem
Mas ele prometeu que vai voltar, pra nos buscar
Ainda bem...
Restaura a tua casa OH SENHOR
Acabe o show, restaura o louvor
Riqueza e fama agora é a pregação
Já não se fala mais em salvação
O mundo esta tentando enganar
Aquele que o SENHOR virá buscar
Mas permaneço firme com minha cruz
Pois sou luz.
Eu fiquei pensando nessa musica, muitas vezes vivemos alienados do que está acontecendo aqui no mundo porque temos uma falsa percepção celestial.
Não importamos quem será o novo presidente do Estados Unidos da América, agora já sabemos: Obama! deixa isso pra lá; ainda bem que vou morar no céu. Pra que me importar com a crise fincanceira global; Ainda bem que vou morar no céu. Adolescentes com amores doentios; Ainda bem que vou morar no céu. Evangélicos (por que são apenas isso mesmo) se degladiam pra saber qual a doutrina de Deus, como se Deus pudesse adequar-se a doutrina, mas não importa; Ainda bem que vou morar no céu.
Porque não nos importamos com o tempo que passamos aqui no mundo? Visto que é tão pouco. Por que não importamos em viver o Cristo? O evangelho do amor e da graça de Deus? Por que não nos importamos com as necessidades básicas do nosso próximo? Seja ele quem for. Porque julgamos tão ferozmente os de casa? Ainda bem que vou morar no céu...
Nossa mente está focado no futuro, nas “coisas do alto”, mas o que será as “coisas do alto?”
Será que essa “coisas lá do alto” não tem haver com o meu relacionamento com o próximo? Mostrar para os meus filhos o Deus de amor, de perdão, de generosidade? O Deus que se importa com os nossos sentimentos, com as nossas crises? Será que ele sente nossas dores? Conhece minha frustração?
Deus ele está na terra tanto quanto ele está lá no alto, Ele está no meu coração, na minha casa, se divertindo comigo, nos meus conflitos. Ele é presente!
E isso é que devemos viver: o presente! Afinal de contas o futuro é a soma a partir do hoje. O futuro é uma dinâmica, o amanhã é futuro, mas quando ele chegar não o será mais. "A melhor coisa sobre o futuro é que vem um só dia de cada vez." (Abraham Lincoln). Ainda bem que vou morar no céu.
Eu quero que esse céu desça a terra. Eu quero me importa mais com meu próximo do que ficar alucinado em repetições cancionadas de músicas que não tem nada haver com Deus-Amor.
Há uma música que tem o mesmo título: Ainda bem, de Vanessa da Mata, é muito mais cristã. Veja:
Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte.
Precisamos um do outro, nos dias frios, estarmos juntos, nos abraçando, na minha dor, na minha crise, tudo ficará mais fácil se você estiver aqui, as orações, as saídas depois do culto, as conversar no MSN são flores que manda são fato do nosso cuidado e entrega, meu corpo, minha presença, minha companhia sem a sua é parte seria o caso e não sorte e não um presente de Deus.
Salve, Salve, Vanessa da Mata que enriquece nossos corações com sua poesia e nos faz observar o evangelho de Jesus, o evangelho do Amor, na necessidade do Outro.
Perdoe-me os queridos que gostam da musica Ainda bem do cantor Lásaro, esse texto é apenas uma visão pessoal. Sem ofensas!
Por Karynne Batista
Pensamentos
"Nossa vida é cheia de aflições - relacionamentos rompidos, promessas quebradas, expectativas frustadas. Como podemos viver em meio a tantas aflições sem ficar amargurados e ressentidos, senão voltando sempre a fiel presença de Deus em nossas vidas?" Henri Nouwen
terça-feira, novembro 25, 2008
Acalme minha tempestade
Texto bíblico: Mt 8:23-27
Podemos observar que Jesus, voltando um pouco os versículos anteriores, que o Senhor vinha já de muitos acontecimentos. A cura de endemoninhados; A cura da sogra de Pedro; A cura do criado do centurião; E naquele momento, Ele e seus discípulos atravessavam o lago da Galiléia em direção Gadara. Jesus tirava um cochilo. Descansava depois de vários milagres e muitas caminhadas. Nada mais natural e oportuno. O corpo já não respondia, depois de tantos acontecimentos. Fico imaginando aqueles discípulos todos. Ali, próximos a Jesus. Acredito que todos sentiam grande confiança e segurança. Afinal de contas estava ali o Senhor. Encarnado. De carne e osso. E acometeu-lhes uma violenta tempestade, e todos ficaram inquietos e com medo, muito embora ali estivesse Jesus, não bastaram-lhes sua presença. Era necessário que ele fizesse algo. Afinal de contas a tempestade era violenta. Imagine você essa tempestade. Os discípulos deviam estar tremendamente atemorizados, com tanta água caindo sobre eles. O balançar do barco. E eles nada podiam fazer. Simplesmente aquele que ali estava dormindo. Muitas vezes, temos a certeza de Deus de confiarmos Nele, mas mesmos cônscios de sua existência, e convictos em nossos corações, não conseguimos acreditar que nossos problemas e dificuldades poderão ser solucionados. Queridos, quantas vezes ele têm nos dado certeza? Mostrado que é possível seguir adiante e que a nós, acreditar é o bastante. Assim, como os discípulos que tinham Jesus ao seu lado, mas sua presença não foi suficiente para eles acreditarem que aquela tempestade se acalmaria. Era preciso que o Senhor acordasse e fizesse a tempestade acalmar. Eram homens de pequena fé. Assim, como nós. Que titubeamos. Que não acreditamos que Jesus Cristo é o Senhor. Como a Elem falou no domingo. “Deus não conta com pessoas perfeitas”. Mas digo-lhes, é preciso acreditar. Jesus acalmou a tempestade. Será preciso que Ele se materialize para que você creia que tudo é possível àquele que crê?
Os discípulos ficaram extasiados quando Jesus acalmou a tempestade. Os ventos e o mar obedeceram a ele. Fico imaginando aquela cambada de discípulo. Todos tremendo. E num simples gesto do Senhor, maravilhados com poder e com o que Jesus pudera fazer. Eu acredito que eles não mensuravam quem estava ali ao lado deles. Pois, do contrário, não teriam sido incrédulos diante do episódio da tempestade. Estariam eles quietos, inapreensíveis, pois criam em Jesus e aquela tempestade se acalmaria rapidinho, bastando-lhes apenas crer e aguardar. Nós agimos com incredulidade. Acreditamos duvidando que é possível encontrar uma solução para nossos problemas. E deixamos de lado, realmente a quem servimos. Esse Deus grandioso. Poderoso. Pai. Tempestades existirão. Dificuldades e problemas. Mas, melhor vivenciá-los convictos de que o Senhor é Deus.
Por Eládio Batista
Podemos observar que Jesus, voltando um pouco os versículos anteriores, que o Senhor vinha já de muitos acontecimentos. A cura de endemoninhados; A cura da sogra de Pedro; A cura do criado do centurião; E naquele momento, Ele e seus discípulos atravessavam o lago da Galiléia em direção Gadara. Jesus tirava um cochilo. Descansava depois de vários milagres e muitas caminhadas. Nada mais natural e oportuno. O corpo já não respondia, depois de tantos acontecimentos. Fico imaginando aqueles discípulos todos. Ali, próximos a Jesus. Acredito que todos sentiam grande confiança e segurança. Afinal de contas estava ali o Senhor. Encarnado. De carne e osso. E acometeu-lhes uma violenta tempestade, e todos ficaram inquietos e com medo, muito embora ali estivesse Jesus, não bastaram-lhes sua presença. Era necessário que ele fizesse algo. Afinal de contas a tempestade era violenta. Imagine você essa tempestade. Os discípulos deviam estar tremendamente atemorizados, com tanta água caindo sobre eles. O balançar do barco. E eles nada podiam fazer. Simplesmente aquele que ali estava dormindo. Muitas vezes, temos a certeza de Deus de confiarmos Nele, mas mesmos cônscios de sua existência, e convictos em nossos corações, não conseguimos acreditar que nossos problemas e dificuldades poderão ser solucionados. Queridos, quantas vezes ele têm nos dado certeza? Mostrado que é possível seguir adiante e que a nós, acreditar é o bastante. Assim, como os discípulos que tinham Jesus ao seu lado, mas sua presença não foi suficiente para eles acreditarem que aquela tempestade se acalmaria. Era preciso que o Senhor acordasse e fizesse a tempestade acalmar. Eram homens de pequena fé. Assim, como nós. Que titubeamos. Que não acreditamos que Jesus Cristo é o Senhor. Como a Elem falou no domingo. “Deus não conta com pessoas perfeitas”. Mas digo-lhes, é preciso acreditar. Jesus acalmou a tempestade. Será preciso que Ele se materialize para que você creia que tudo é possível àquele que crê?
Os discípulos ficaram extasiados quando Jesus acalmou a tempestade. Os ventos e o mar obedeceram a ele. Fico imaginando aquela cambada de discípulo. Todos tremendo. E num simples gesto do Senhor, maravilhados com poder e com o que Jesus pudera fazer. Eu acredito que eles não mensuravam quem estava ali ao lado deles. Pois, do contrário, não teriam sido incrédulos diante do episódio da tempestade. Estariam eles quietos, inapreensíveis, pois criam em Jesus e aquela tempestade se acalmaria rapidinho, bastando-lhes apenas crer e aguardar. Nós agimos com incredulidade. Acreditamos duvidando que é possível encontrar uma solução para nossos problemas. E deixamos de lado, realmente a quem servimos. Esse Deus grandioso. Poderoso. Pai. Tempestades existirão. Dificuldades e problemas. Mas, melhor vivenciá-los convictos de que o Senhor é Deus.
Por Eládio Batista
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