terça-feira, junho 08, 2010

Uma luz num mar de insensatez


O Diário do Nordeste publicou hoje o seguinte editorial. Um texto claro, objetivo, sem delongas nem receios:

“O governo federal começa a colher os primeiros frutos da recuperação da indústria naval, outrora estagnada, depois de promover a desativação dos principais estaleiros nacionais. Assim, transcorridos 20 anos sem qualquer encomenda de grande porte, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, preside hoje a solenidade de batismo e lançamento ao mar do primeiro navio petroleiro contratado pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota, da Transpetro.

A embarcação, a ser batizada com o nome do marinheiro ‘João Cândido’, o Almirante Negro da Revolta contra a Chibata de 1910, tem 274 metros de comprimento e capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo. Este petroleiro representa a melhor demonstração do acerto da política governamental de voltar as suas encomendas para o mercado naval interno, reativando a economia do setor.

O navio petroleiro ‘João Cândido’ foi construído no Estaleiro Atlântico Sul, situado em Ipojuca, em Pernambuco. O reaquecimento da indústria naval naquele Estado abriu um vasto leque de ofertas de encomendas desse porte pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, encarregada da logística do petróleo. Empreendimentos produtivos, tocados pela iniciativa privada, não caem das nuvens, nem são facilmente anunciados.

Como indústria de base, sua implantação depende de uma série de condicionantes, entre elas, incentivos fiscais, infraestrutura, disponibilidade de mão-de-obra e outros atrativos do poder público, como terrenos e acessos para viabilizá-los. Para tanto, os Estados travam uma verdadeira batalha na disputa de plantas industriais ainda nas pranchetas porque delas depende o desenvolvimento regional.

Enquanto isso, em Fortaleza, apesar das gestões e da diligência do governador Cid Gomes, ainda se discute a necessidade da construção do estaleiro na área do Titanzinho, que foi definida como a economicamente mais adequada para o empreendimento. Um estaleiro como o Promar Ceará, para se implantar, está na dependência de condições técnicas, como área abrigada sem grandes variações de maré, 700 metros de frente para o mar e calado mínimo de oito metros para navegabilidade das embarcações. A construção de navios de médio porte exige terreno de um milhão de metros quadrados. No litoral cearense, o único ajustado a essas necessidades é a ponta do Mucuripe.

O local de instalação do estaleiro é o principal item, para a vencedora da licitação assinar o contrato de construção de oito navios gaseiros. O prazo para a assinatura desse contrato se expira no próximo dia 30 de junho, quando a empresa deve ter em mão o respectivo documento de posse do terreno. Mas, até agora, a Prefeitura de Fortaleza não despertou para a necessidade econômica do empreendimento, protelando uma decisão que já deveria ter sido adotada. O Ceará não pode perder o estaleiro por divergências circunstanciais sobre a vocação da área do Titanzinho. Nenhuma personalidade pública, que tenha responsabilidade no exercício de sua função, há de aceitar o ônus pessoal pela perda desse investimento. Não há mais tempo a perder, o Ceará precisa do estaleiro”.

*** *** ***

Faço questão aqui de destacar os seguintes trechos:

- (…) Em Fortaleza, apesar das gestões e da diligência do governador Cid Gomes, ainda se discute a necessidade da construção do estaleiro na área do Titanzinho, que foi definida como a economicamente mais adequada para o empreendimento. Um estaleiro como o Promar Ceará, para se implantar, está na dependência de condições técnicas, como área abrigada sem grandes variações de maré, 700 metros de frente para o mar e calado mínimo de oito metros para navegabilidade das embarcações. A construção de navios de médio porte exige terreno de um milhão de metros quadrados. No litoral cearense, o único ajustado a essas necessidades é a ponta do Mucuripe.

- (…) Até agora, a Prefeitura de Fortaleza não despertou para a necessidade econômica do empreendimento, protelando uma decisão que já deveria ter sido adotada. O Ceará não pode perder o estaleiro por divergências circunstanciais sobre a vocação da área do Titanzinho.

- Nenhuma personalidade pública, que tenha responsabilidade no exercício de sua função, há de aceitar o ônus pessoal pela perda desse investimento. Não há mais tempo a perder, o Ceará precisa do estaleiro.

Roberto Maciel

http://blogs.diariodonordeste.com.br/roberto/uma-luz/comment-page-1/#comment-2452


segunda-feira, maio 31, 2010

A lógica de Deus



De maneira básica, popular, e com a ajuda do Aurélio, podemos definir lógica como: "a coerência de raciocínio, de idéias".

Biblicamente podemos afirmar que a lógica de Deus é inversamente proporcional à do homem. Ela é matemática e filosoficamente louca, mas, espiritual e divinamente sábia.

Vejamos:
Os gigantes do mundo são como Golias: grandes, fortes, soberbos, orgulhosos; confiam na própria força, no poder das armas, naquilo que é aparente.

Os gigantes de Deus são como o pequeno Davi: totalmente dependentes, reconhecem a própria fraqueza e confiam exclusivamente no Senhor.

Os gigantes do mundo firmam-se sobre os próprios pés. Os gigantes de Deus firmam-se sobre os joelhos, pois é de joelhos que o gigante de Deus é grande.

Na lógica divina os fracos é que são fortes (2 Cor 12:9-10). Na lógica humana isso é irracional. O mundo não aprecia os fracos, estes devem ser eliminados, somente o mais forte prevalece.

A lógica divina diz àquele que quer ser grande entre os seus irmãos: torne-se o menor de todos e sirva aos demais. A lógica humana abomina esta idéia, aquele que quer ser grande deve se impor, mostrar sua força, sua habilidade.

A lógica humana ensina a autopromoção. Deus diz: quem quer ser exaltado deve se humilhar, pois o que a si mesmo se exalta será humilhado.

Na lógica humana os conquistadores do mundo são os bravos, os guerreiros, os que impõem pela força a própria vontade. Na lógica de Deus os mansos são os que herdarão a terra.

Na lógica humana vence o maior exército. Deus costuma diminuir o exército, como fez com Gideão, antes que este alcance a vitória sobre o exército inimigo.

A lógica humana busca por meio dos prazeres, lícitos ou ilícitos, encontrar a felicidade. Faz o que for preciso para eliminar a tristeza e o choro. Deus na sua lógica diz: "Felizes os que choram, pois, eles serão consolados" (Mt 5:4).

Ame os que te amam; valorize quem te dá valor; alguém te fez mal? vingue-se, afinal, “a vingança é um prato que se come frio”. Esta é a lógica humana. Deus em sua lógica ensina: ame os seus inimigos, perdoe aqueles que te ofenderam, ore pelos que te perseguem.

A lógica humana diz: quanto mais se tem, melhor. Deus ensina: é melhor repartir do que receber.

Contrário à lógica humana Deus afirma que os últimos serão os primeiros; que ele não veio chamar justos, mas, pecadores; que não é o que entra no homem que contamina, mas o que sai, pois do coração provém toda imundície e maldade existente.

Assim, a sabedoria de Deus é vista pelo homem como louca, ela é humanamente ilógica. Por isso Deus a escondeu dos sábios e entendidos e revelou aos pequeninos, aos incultos, aos João-ninguém do mundo. Ele escolheu as coisas que não são para confundir as que são.

Os gregos, senhores da lógica, buscavam conhecimento. Os judeus, senhores dos oráculos, buscavam sinais. Diante deles se manifesta àquele que detém todos os tesouros da sabedoria. Ele se revela em glória aos pequeninos.

Os sábios e poderosos não o reconhecem, e rejeitam o Senhor da lógica, expulsando-o do mundo, para continuar na inútil busca por conhecimento e sinais.

Por isso, somente os que se deleitam na loucura divina entendem porque "naquela mesma hora exultou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos; sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado?" (Lc 10:21)
*****

Jair Souza Leal
Belo Horizonte - MG

Formado em Teologia e Contabilidade. É acadêmico de Direito e autor dos livros “4 Homens e um Segredo”, “Milagres - como alcançá-los” e “Aprenda orar com Jesus”. Faz parte da liderança da Igreja Batista Memorial no Bairro Industrial em Contagem/MG.

segunda-feira, maio 03, 2010

Quanto custa?




Constantemente somos incentivados a comprar, em especial em datas comemorativas como Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças, etc. Celulares e câmeras digitais estão no topo da lista de compras, até as crianças querem trocar seus brinquedos por essas maravilhas tecnológicas. Porém perfumes, roupas e acessórios também são oferecidos pela mídia.


Na verdade não há nada de errado em dar presentes, até Jesus ganhou uns presentes quando nasceu. A grande questão é: Será que não estamos esquecendo as prioridades?


Para nos fazer pensar sobre o consumismo, que nos consome (que infeliz trocadilho), a ONG tcheca People in Need lançou uma campanha em 2006/2007 mostrando africanos que vivem abaixo da linha da pobreza posando para a câmera com ítens que muitos julgam necessários.


Enquanto se pagava na época 24 euros (56,474 reais) em um óculos de sol, uma pessoa na África precisa apenas de 8 euros (18,824 reais) para ter acesso à água. Enquanto se pagava 35 euros (82,359 reais) por uma loção pós barba, uma pessoa precisava apenas de 6,50 euros (15,295 reais) para o básico de um novo lar. Enquanto se pagava 32 euros (75,299 reais) por uma bolsa, uma pessoa precisava de apenas 4 euros (9,412 reais) para garantir a comida de uma semana.


Nós dois (David e Aurycélia) acreditamos que um sistema social tão injusto, onde as pessoas são incentivadas a terem mais para se sentirem melhores e superiores não considerando a necessidade do próximo, é uma afronta a Deus. O ter não estabelece quem eu sou, ou qual é o meu valor, ou qual é o valor do próximo. Nossa oração é que isto se torne uma verdade nos corações e que jovens e adolescentes, os principais alvos do consumismo, saibam que eles valem mais do que o comer ou o vestir.


Por Missionários David e Aurycélia - Jocum/Rio

quarta-feira, abril 28, 2010

A Dracma Perdida

Texto-base: Lucas 15:8-10

Em Lucas 15, encontramos um conjunto de parábolas semelhantes, que tratam do mesmo assunto: de coisas que perdemos e da busca que precisamos empreender para encontrá-las.

Podemos chamá-las de parábolas irmãs:

- a parábola da ovelha perdida;

- da dracma perdida;

- e do filho perdido;

Em todas elas, ao final, quando aquilo que era objeto da procura diligente dos envolvidos é encontrado, tem-se um motivo de alegria para os outros (os outros são convidados para se alegrar).

Em outras palavras, aquilo que Deus realiza em nós, aquilo que nos é restituído acaba por beneficiar, principalmente, os outros. Com a parábola da dracma perdida, a Palavra de Deus nos ensina que começamos a perder o noivo (Jesus) dentro de nossa casa. E o que nos faz perdê-lo não são grandes coisas, mas uma soma de pequenas coisas, e tudo isso dentro de casa. Nos dias em que esta história foi contada, havia um costume que funcionava como uma aliança entre os noivos. O noivo dava de presente um colar contendo dez dracmas para a noiva, o que atestava para a sociedade de então que aquela mulher, que deixava à mostra o colar quando transitava pelas ruas, estava comprometida com alguém, havia feito uma aliança com uma pessoa que seria seu futuro marido.

Em Apocalipse 19:7 diz:

“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou”.

A noiva, enquanto espera o noivo, vai se ataviando, vai se preparando, vai se adornando para encontrar-se com ele. O versículo 8 diz que esses atavios, esses enfeites são os atos de justiça dos santos.

É exatamente o que vemos na parábola da dracma. É o próprio noivo quem se ocupa de ataviar a noiva. Se ela não está ataviada (com o colar) não pode se apresentar diante dele. Seria uma vergonha para a noiva sair nas ruas sem o colar com as dracmas, pois estaria sem o adorno que a faria reconhecida como noiva daquele com quem estava desposada. Ela seria repudiada pelo noivo. Ela precisa estar adornada para ele, vestida com a justiça que ele mesmo preparou para ela.

No entanto, existe um detalhe maior, observamos na parábola que a dracma não foi perdida na rua, mas em casa.

E o que isso vem a significar para nós? E o que isso vem nos dizer de tão importante? Que isso tem de diferencial nesta parábola?

Isso significa que deixamos de estar preparados para o noivo quando começamos a perder nosso enfeite dentro de casa. A mulher perdeu uma única dracma do colar que continha 10, no entanto era o que bastava para ela não sair às ruas, já que o colar estaria incompleto.

Nós poderíamos listar muitas coisas que temos perdido em casa: o respeito do marido pela esposa (e vice-versa), o carinho de um para com o outro; a falta de tempo de qualidade dedicado aos filhos; a falta de um altar de oração contínuo ao Senhor; a falta de ensino sistemático da Palavra de Deus aos filhos; a falta do sacerdócio do marido; a falta de sabedoria da esposa na edificação das coisas práticas do lar; o fato de os filhos deixarem de honrar os pais.

Enfim, são muitas coisas. Coisas estas que perderam o valor nos tempos de hoje, e muitas vezes nos perguntamos e questionamos: Por que Senhor isso aconteceu comigo? Fui sempre perfeito aos seus olhos? Sempre fui o melhor em casa, obedeci aos meus pais, etc? Mas, deixamos de fazer alguns detalhes. E isso é extremamente importante nas nossas vidas. Detalhes tão pequenos de nós dois.

Cada um de nós precisa identificar as dracmas que perdeu. Todas essas coisas e muitas outras contribuem para que o nosso enfeite, o nosso adorno para o noivo esteja comprometido. O noivo não nos receberá sem essas coisas.

O que precisamos fazer diante desse quadro? A parábola nos ensina: devemos acender a candeia, varrer a casa e sair à procura da dracma de maneira diligente (até encontrá-la). Precisamos esquadrinhar tudo, olhar em todos os cantos, iniciar um exame minucioso, vasculhar com apetite, e não descansar antes de termos de volta as dracmas que se perderam.

É interessante que, para uma família pobre como a da parábola, que, de dia, precisava acender uma candeia dentro de casa (o que atestava a simplicidade da residência que não possuía janelas), o próprio fato de acender a candeia (o consumo de azeite) já seria um gasto maior do que o da própria dracma (esta moeda grega equivalia ao denário romano, o salário correspondente ao pagamento de um dia de trabalho de um trabalhador médio).

Com essa providência, Deus nos convida a acender uma candeia dentro de casa, mesmo que o preço seja elevado. Afinal, o que está em vista é achar pequenas coisas que nos habilitem novamente a estarmos adornados, prontos para o noivo. E, como já dissemos, trata-se de pequenas coisas. Precisamos começar a acender uma candeia dentro de casa e a procurar diligentemente o que perdemos. Precisamos fazer vários resgates, do contrário continuaremos impedidos de nos relacionar intensamente com o noivo. É importante estar ciente de que a busca é diligente. Consumirá nossas forças, nosso tempo, nossa paciência. Não podemos desistir depois de uma leve “varrida”. Precisamos ir fundo. Dia a dia precisamos ir acendendo as candeias, até que elas se tornem um grande luzeiro e iluminem de maneira intensa os nossos lares e consigamos achar as dracmas que se haviam perdido. Isso leva tempo, mas os frutos são maravilhosos.

Depois de muito procurar, a noiva da parábola reúne as amigas e vizinhas para que se alegrem com ela. Outra vez a vemos despendendo recursos para comemorar que seguramente ultrapassavam o valor da dracma. Há um significado profundo aqui: quando achamos a dracma perdida, quando nosso lar está habilitado para o encontro com o noivo, e está perfeitamente gozando de intimidade e relacionamento intenso com ele, nossos vizinhos, amigos e conhecidos são os maiores beneficiados. O ajuste de nosso lar, o conserto de nossa casa, a arrumação de nossa família vai fazer com que outros se alegrem. Meu reencontro com o noivo beneficiará outros. Outros poderão se beneficiar da candeia que acendi em minha casa. Acendamos, portanto, a candeia! E mãos à obra: chegou a hora de procurar as dracmas!

Eládio Batista

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Falecimento do Pastor Allison



Às 12 h e 15 min, dia 9 de fevereiro, foi confirmado o falecimento do nosso querido Pastor Allison.


O Boletim Médico

No dia 07 de fevereiro de 2010, ás 2:00 da manhã, Allison Silva, 47 anos, teve um quadro de cefaléia súbita, seguida de crises convulsivas reentrantes. Foi atendido pelos socorristas do SAMU e levado para o Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis, por dispor de uma excelente estrutura em termos de equipamento e equipe médica.

Ao ser admitido no hospital, foi entubado e medicado para as crises convulsivas. Foi realizada uma tomografia do crânio que evidenciou um acidente vascular hemorrágico por rotura de aneurisma.

A equipe médica convocou o neurocirurgião de plantão que após exame neurológico e análise das imagens de tomografia do crânio relatou que em razão da gravidade do caso, não haviam condições para cirurgia.

Desde então Allison recebeu medidas clínicas para hipertensão intracraniana e suporte clínico. Ele permaneceu em coma profundo, sem os reflexos primitivos de função de tronco cerebral (o tronco é o centro de comando para respiração, regulação de temperatura,e controle hemodinâmico).

No dia 8 de fevereiro de 2010, ás 14:20 foi realizado a primeira avaliação para verificar se havia morte encefálica, o que foi confirmado.

Ás 20:20 do mesmo dia 8, ele foi novamente examinado pelo neurologista para confirmar clinicamente se havia morte encefálica. Um dos exames, o teste de Apnéia foi inconclusivo de forma que deveria ser repetido no dia seguinte.

Hoje, dia 9 de fevereiro, em torno das 8:20 da manhã os exame forma repetidos e desta vez o teste de Apnéia confirmou o diagnóstico de morte encefálica.

Ao meio dia de hoje, será realizado um terceiro e último exame, a arteriografia cerebral, para uma última confirmação de morte encefálica.

A evolução do Allison tem sido acompanhada por médicos amigos. Maria de Nazaré da Cunha Gonçalves, José de Oliveira Dias Junior e Danielle Pessoa Lima e pelos pastores Marde Silva, Elienai Cabral Junior e Domingos Rodrigues Alves.

Às 12 h e 15 min, horário de Fortaleza e 13 h e 15 min, horário de Florianópolis foi confirmado, oficialmente, através do último exame, o falecimento do nosso querido Pr. Allison.
O sepultamento será amanhã em Florianópolis. Estamos aguardando a decisão da família quanto ao horário.
Igreja Betesda Aldeota

domingo, janeiro 17, 2010

O livro do Dessassossego - Fernando Pessoa

Releio passivamente, recebendo o que sinto como uma inspiração e um livramento, aquelas frases simples de Caeiro, na referência natural do que resulta do pequeno tamanho da sua aldeia. Dali, diz ele, porque é pequena, pode ver-se mais do mundo do que da cidade; e por isso a aldeia é maior que a cidade...
“Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.”
Frases como estas, que parecem crescer sem vontade que as houvesse dito, limpam-me de toda a metafísica que espontaneamente acrescento à vida.
Depois de as ler, chego à minha janela sobre a rua estreita, olho o grande céu e os muitos astros, e sou livre com um esplendor alado cuja vibração me estremece no corpo todo.
“Sou do tamanho do que vejo!” Cada vez que penso esta frase com toda a atenção dos meus nervos, ela me parece mais destinada a reconstruir consteladamente o universo. “Sou do tamanho do que vejo!” Que grande posse mental vai desde o poço das emoções profundas até às altas estrelas que se refletem nele, e, assim, em certo modo, ali estão.
E já agora, consciente de saber ver, olho a vasta metafísica objetiva dos céus todos com uma segurança que me dá vontade de morrer cantando.
“Sou do tamanho do que vejo!” E o vago luar, inteiramente meu, começa a estragar de vago o azul meionegro do horizonte.
Tenho vontade de erguer os braços e gritar coisas de uma selvajaria ignorada, de dizer palavras aos mistérios altos, de afirmar uma nova personalidade largal aos grandes espaços da matéria vazia.
Mas recolho-me e abrando. “Sou do tamanho do que vejo!” E a frase fica-me sendo a alma inteira, encosto a ela todas as emoções que sinto, e sobre mim, por dentro, como sobre a cidade por fora, cai a paz indecifrável do luar duro que começa largo com o anoitecer.

quinta-feira, novembro 12, 2009

As raízes de minha megalomania


Minha infância foi marcada por um acidente que me ameaçou ainda feto. Mamãe seguia de São Paulo para Fortaleza, pejada de sete meses, quando o avião caiu. Nos idos de 1953, os vôos eram a hélice e a segurança aérea, precária. Com arranhões leves, a velha sobreviveu e eu nada sofri. Quando nasci, dizia-se que papai desabafou com uma profecia bombástica: “Esse menino vai ser, no mínimo, o presidente do Brasil”.

Graças a Deus não trilhei o caminho da política. Mas sua expectativa grudou em minha pele como hera em reboco. Em meus verdes anos, sentia-me destinado ao sucesso. Por isso, sofri horrores com notas medianas, passáveis, que tirava na escola; com a falta de habilidade de paquerar as meninas; com os tropeções nos bailes. Por mais que tentasse, não houve jeito, eu me debatia entre o que esperavam de mim e minhas inadequações que me condenavam a continuar medíocre, comum.

Converti-me ao cristianismo em uma igreja evangélica que, de pronto, ensinou-me a “dar testemunho”. Em outras palavras, tinha que influenciar o mundo como luz e sal. A igreja repetia o padrão de minha casa: Eu nascera para ser o melhor, em qualquer situação e onde estivesse. Andar na linha não era apenas dever, mas condição espiritual.

Quando passei pela experiência pentecostal, piorou. Depois de revestido de poder, do poder de Deus!, eu não poderia me contentar com nada que não guindasse ao primeiro, ao melhor, ao máximo. Superlativos passaram a constar em meu vocabulário. Virei pastor e os alvos continuaram extremos. Eu deveria espelhar a virtude do Espírito, que repousava sobre mim.

Com esse histórico, fui treinado para tornar -me megalomaníaco. Espremido por roteiros alheios, por agendas ufanistas, por esperanças inumanas, assumo, tornei-me um Macunaíma com pretensões quixotescas. Desfigurei-me. Obcecado por fazer valer expectativas familiares, religiosas e espirituais, delirei com sonhos grandiosos.

Esforcei-me para compensar limitações. Torrei anos trabalhando, sem férias. Vesti armaduras emprestadas. Cobri-me com maquiagem espessa para representar o herói que nunca fui. Empurrei relacionamentos para o extremo da funcionalidade. Resignifiquei pragmatismo. Criei lógicas maquiavélicas. Distanciei-me de amigos. Evitei ambientes íntimos. Esqueci de poetar.

Parecido com o alcoólico, o megalomaníaco demora para admitir sua doença. Precisei levar porrada na boca do estômago; ver ruírem presunções com percalços familiares; sofrer deserções; e, principalmente, acordar para a finitude da vida. Por volta dos quarenta, na meia idade, vi que não teria tempo, forças, ou ânimo para continuar naquele ritmo alucinante. Contei os anos que me restavam e vi quão fútil e delirante tinha sido a minha agenda do sucesso. Eu tinha que implodir o projeto megolamaníaco que deu tanto combustível para a lida.

Acho que amadureci. Com o nariz menos empinado, pretendo caminhar despretensiosamente pelos dias e semanas que me restam. Agradeço aos meus pais por seus sonhos, à igreja por sua boa vontade e aos pentecostais por me mostrarem além das zonas de conforto, contudo, não vou seguir seus mapas, roteiros, catálogos. Prefiro ir numa toada menos presunçosa. Continuarei com o meu melhor, mas sem a obrigatoriedade de imitar os deuses do Panteão grego, belos, perfeitos e eternos. Sei que, sem precisar impressionar, encontrarei mais momentos de alegria e satisfação. E isso será bastante.

Ricardo Gondim

Soli Deo Gloria

quarta-feira, novembro 11, 2009

Deus só fala por meio de textos bíblicos?

Uma coisa que é mais que óbvia é que devemos e podemos ouvir Deus por meio da Bíblia.

A Bíblia é a própria Palavra de Deus. É impossível que digamos que queremos nos relacionar com Ele e não tenhamos um relacionamento diário com sua Palavra.

Por meio de sua Palavra conhecemos os seus gostos, sua vontade, seu caráter e tantas outras coisas que povoam um relacionamento com Ele.

Nossos devocionais devem ser em torno da Bíblia, para que possamos ter nossas vidas alteradas por ela.

Mas fico imaginando e me perguntando: será que Deus só fala por meio de textos bíblicos?

Não, não to querendo dizer que Deus fale alguma coisa além do que está revelado na Bíblia. Mas eu tenho certeza de que Ele fala como uma pessoa. Emite suas opiniões de forma pessoal.

Ele tem sempre uma forma que sabe que será ouvido por nós. Não se limita a ela, mas a usa.

Você já ouviu Deus em seus pensamentos? Em uma canção?

Já ouvia Ele chamar você pelo nome?

Queria te propor um tempo com Ele diante de 3 perguntas:

1- Deus, o que tem em mim que se parece com você?

2- Quando você olha pra mim, que música você canta?

3- O que tem em mim que você mais gosta?

OBS: pergunte e fique em silêncio crendo que Ele te responderá. Deixe-o ser pessoal e ir além da transcrição de textos bíblicos.

Compartilha a experiência aqui, se puder!


Por Crisitiano Caracek

domingo, novembro 08, 2009

Tapeceiro


Tapeceiro, grande artista,
Vai fazendo seu trabalho
Incansável, paciente no seu tear

Tapeceiro, não se engana
Sabe o fim desde o começo,
Traça voltas, mil desvios sem perder o fio

Minha vida é obra de tapeçaria,
É tecida de cores alegres e vivas,
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes

Se você olha do avesso,
Nem imagina o desfecho
No fim das contas, tudo se explica,
Tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem

Quando se vê pelo lado certo,
Muda-se logo a expressão do rosto,
Obra de arte para Honra e Glória do Tapeceiro

Minha vida é obra de tapeçaria,
É tecida de cores alegres e vivas,
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes

Se você olha do avesso,
Nem imagina o desfecho
No fim das contas, tudo se explica,
Tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem

Quando se vê pelo lado certo,
Todas as cores da minha vida
Dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro

segunda-feira, novembro 02, 2009

Quem é Deus quando você acorda?

Hoje, minha manhã foi povoada por esta pergunta.

Quando eu acordo costumo dar bom dia para minha esposa, pro meu filhote que está na barriguinha(NOAH) e pro Noé (nosso cachorro que insiste em dormir na nossa cama). Isto acontece por um motivo muito óbvio, são importantes para mim e quero saber como estão e se dormiram bem.

Daí vem o que me intrigou nesta manhã: não costumo dar bom dia para Deus. Até tenho meu tempo devocional, meus famosos horários em que eu oro, passa a tarde e a noite trabalhando na igreja e muitas outras ações, mas quem é Deus quando eu acordo?

Tenho algumas respostas baseadas nas diversas formas como costumo tratar Deus quando acordo:

1- Ele é apenas a garantia de um dia bem sucedido quando acordo para um dia atribulado e resolvo orar antes mesmo de levantar da cama;

2- Ele é apenas parte do meu dia, que não começa exatamente quando acordo, quando eu levanto e nem me lembro de orar;

3- Ele é apenas um bom amigo quando acordo e me esqueço de cumprimentá-lo, já que meus amigos não dormem comigo;

4- Ele é apenas meu psicólogo quando acordo e desabafo a respeito do dia que não gostaria de enfrentar.

Será que você, como eu, está intrigado com a mesma pergunta?

Quem é Deus quando você acorda?

Não pretendo responder a esta pergunta, até mesmo porque eu ainda não encontrei a minha própria resposta. Mas quero acrescentar outras perguntas. Tem momentos que melhor que boas respostas, são boas perguntas.

Por que não trato Deus naturalmente quando acordo pela manhã?

Por que oscilo entre a formalidade de uma oração pedindo sua benção e o desprezo de não lhe dirigir nenhuma palavra?

Por que parece que Deus só chega à minha casa, para participar do meu dia, após o café ou para tomar café comigo?

Onde será que Ele fica até que eu lhe dê o sinal de que pode se aproximar?

Não posso lhe perguntar se ele dormiu bem, já que Ele não dorme, mas por que não lhe perguntar o que Ele estava fazendo a noite inteira?

A verdade é que Ele é invisível aos olhos que abro ao acordar e permanece invisível até que eu abra os olhos que podem enxergá-lo. Isto é fruto da idéia de que Deus é parte fora de mim.

Mas se eu entender que Ele habita em mim, será que isto muda alguma coisa?

A pergunta segue me intrigando e eu a sigo tentando responder. A única coisa que posso dizer é que "Quem é Deus quando eu acorodo?"é uma boa pergunta de diagnóstico para saber quem Ele de fato é pra mim.

Por Cristiano Caracek

Pregação

À vocês que me pediram a mensagem... está na integra. rsrsrs.
Deus abençoe.

Eládio Batista


Pregação – CULTO DE CEIA

Domingo, 01 de novembro

Graça e Paz a todos vocês meus queridos amados. Muito boa noite. Hoje é uma noite de festa, alegria, comunhão e ao mesmo tempo uma noite de introspecção, voltar-se a si e lembrarmos as nossas ações, atitudes, sondar nossos corações em relação ao próximo e mais ainda, relembrarmos Jesus em sua jornada, em suas caminhadas no intuito de pregar a Palavra de Deus, nosso Pai, a fim de que nós não nos percamos, mas que encontremos a verdade, com fé, em busca da vida ao lado de Deus.

Essa semana tive uma notícia ruim, que mexeu um pouco comigo porque perdi um amigo de infância, muito querido, que infelizmente foi mais uma vítima do vício e em conseqüência disso, pela necessidade do “crack”, foi assaltar um rapaz e era um policial, que reagiu ao assalto e deu cinco tiros nesse meu amigo de infância. Fiquei triste, mas comecei a pensar sobre a nossa realidade, não exclusivamente do Serviluz, mas de toda a nossa cidade e mais ainda, do nosso país.

Lembro-me quando mais novos, aprontávamos e eu era o que mais tinha vergonha de me achegar numa menina e chavecar, e quando isso acontecia, a galera ficava zoando comigo, tipo até que enfim, essas coisas. E lembro-me como minha adolescência foi boa, e o Daniel fez muito parte disso, desde a infância, quando brincávamos de policial e bandido, e eu queria sempre ser o bandido; nossas “carreiras” logo após apertar a campinha das casas, nossa “zoação” com o apelido de pessoas, enfim, fomos amigos, irmãos, fraternos, e comuns – tínhamos comunhão. Fomos coroinhas juntos.

E hoje, queridos com vocês gostaria de falar sobre comunhão, essa palavra que nos sugere boa convivência, respeito, consideração, serviço, empenho, dedicação, comum, igualdade para com as pessoas e acima de tudo, quando se é cristão, comunhão como reflexo de cristandade.

É comum escutarmos muitos irmãos reclamando de algumas atitudes de outros, e isso já demonstra que algo tem impedido uma vida fraterna abundante. E o que quero dizer com isso? Que fatores, detalhes, muitas vezes falta de compromisso tem prejudicado uma relação total de comunhão. E isso é muito prejudicial, para os envolvidos e mais ainda para a igreja.

Hoje, quero contar com alguns, é claro que esteja à vontade, mas precisarei de algumas pessoas para ler os textos, ou como quiser as passagens, que viajaremos hoje à noite.

TEXTOS-BASE:

Gênesis 2:19-20

Depois que formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, o Senhor Deus os trouxe ao homem para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a cada ser vivo, esse seria o seu nome.

Êxodo 3:11-15

Moisés, porém, respondeu a Deus: "Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?”

Deus afirmou: "Eu estarei com você. Esta é a prova de que sou eu quem o envia: quando você tirar o povo do Egito, vocês prestarão culto a Deus neste monte".

Moisés perguntou: "Quando eu chegar diante dos israelitas e lhes disser: O Deus dos seus antepassados me enviou a vocês, e eles me perguntarem: 'Qual é o nome dele?' Que lhes direi?"

Disse Deus a Moisés: "Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês".

Disse também Deus a Moisés: "Diga aos israelitas: O Senhor o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, enviou-me a vocês. Esse é o meu nome para sempre, nome pelo qual serei lembrado de geração em geração.

João 3:16

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo , não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.

1 - Eu escolho caminhar com você, inclusive com Jesus, que nos espera fiel, responsável e compromissado, em amor e convívio para com meu irmão e Jesus (Acerca de Gênesis 2:19-20).

Desde o início Deus tem procurado comunhão com o homem. Embora, ao meu ver, a soberania de Deus seja absoluta, onde não houvesse necessidade de Deus buscar essa comunhão com o homem PORQUE DEUS É, EM PLENITUDE, mas por amor incondicional, que aí o meu intelecto não consegue alcançar, a partir de Adão e Eva, nos possibilitou um vida maravilhosa.

Perceba o respaldo do homem e o amor de Deus.

Somente alguém em quem Deus confiasse, pudesse assumir o papel de nomear os seres que Deus acabara de criar. É como se nós tivéssemos que delegar alguma função para alguém e com certeza, esse alguém, só seria possível confiarmos, se realmente essa pessoa nos passasse, responsabilidade, lealdade, compromisso, etc.

E naquele momento Deus estava contando com Adão.

Imagine você no Jardim do Éden, com toda aquela riqueza de fauna e flora, a relação estreita que você teria com Deus, com os animais em convívio, fazendo carinho em jacaré, beijando leopardos, brincando com sucuris, assim como Adão e Eva tinham, antes do comer da “maçã”?

Você já parou para pensar de como seria a nossa vida, se realmente não houvesse a mordida? Eu não quero aqui levantar a bandeira do ódio acerca de Adão e Eva, mas atentar você e eu, que escolhemos conviver em comunhão.

No início falei sobre o amigo que perdi, tive momentos que poderia ter falado de Jesus para ele, e talvez ele tivesse pego essa oportunidade, sei lá. Meu amigo escolheu não comungar com Cristo, não caminhar com ele. Qual será a sua escolha , comungar com Cristo, ou optar por algo melhor, se é que existe algo melhor que caminhar com Jesus?

2 – Deus tem nos convidado à comunhão com ele a partir de Jesus, a vivermos ao lado de Cristo, em busca de nos parecermos um pouco mais com ele em santidade, porque ele chama pecadores, e não os santos, ele chama os fracos, e não os fortes. Ele chama você (Acerca de Êxodo 3:11-15).

Eu fico imaginando como foi a receptividade de Moisés nesse momento em que Deus, teofanicamente, se apresentou a ele através da sarça ardente e o delegou essa função?

Mas, ao mesmo tempo em que imagino a reação de Moisés, eu me maravilho, porque assim como Deus creu, porque Deus naquele momento sabia que podia contar com Moisés e com o passar dos acontecimentos eles teriam uma relação de intimidade, porque você vê os fatos que aconteceram, e respaldam o que estou falando acerca da cumplicidade de Deus e Moisés. Ôxe, o homem bateu o seu cajado no chão e um mar inteiro se dividiu, e assim o povo de Israel conseguiu fugir dos babilônicos.

Você sabia que Deus a todo instante procura a sua cumplicidade? Você sabia que a todo instante Deus busca intimidade com você? Você sabia que Deus, se maravilha quando você entende da sua necessidade por Cristo, e o escolhe para uma nova oportunidade de vida e sonhos?

Você sabia que assim como Deus acreditou em Moisés, mesmo não sendo santo, mesmo não sendo perfeito, mesmo não sendo o melhor aos olhos dos olhos, Ele acreditou, Ele confiou, Ele creu, assim como acredita, confia e crê em você?

Sabe queridos, amados, Deus a todo instante nos convida a vivermos a comunhão com ele, em harmonia com a nossa realidade. Ele não difere, não separa, não distingue, nem muito menos deixa de entender quando você se sente fraco em meio ao caos da realidade da vida, quando se desnuda e nos requer até o nosso sangue como garantia de pagamento.

Assim, como ele se achegou a Moisés em forma de sarça, o delegou uma tarefa, que não foi tão fácil, ou mesmo facilmente recebida por Moisés, porque ele insistiu com Deus, e se? E se? E se? Mas Deus estava lá com Ele confiando que através dele aquele povo seria resgatado dali daquela opressão do Egito, porque quem estava falando era o EU SOU, sabe o que significa isso?

Nada mais, nada menos que o Senhor Deus, que tudo fez e que todas as coisas existem sobre as suas mãos. O Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, o Deus que confiou em Moisés e que confia em você, pelo amor, pela incondicionalidade, e aí muitas vezes você e eu nos engasgamos por coisas mesquinhas, porque nós escolhemos não ceder, não se abster, não recuar e acima de tudo, não confiar no poder de Deus e nem mesmo na nossa capacidade.

Ele conta com você e eu, pobres pecadores, que trabalhamos, somos sugados pelas nossas próprias necessidades, que buscamos melhorias e uma vida mais digna, para nós e nossos filhos. Ele busca comunhão.

3 - Não existe busca de comunhão maior que a prova de amor que Deus nos deu, ao entregar a nós o seu filho, único e precioso filho

Existe uma grandiosidade no amor de Deus para conosco. Existe busca de comunhão em função do amor incondicional de Deus. Sua busca nunca se limitou aos grandiosos, aos melhores, aos mais evidentes, isso a Bíblia nos respalda com histórias, com os fatos em que Jesus escolhe os menores para comunhão. Deus em nenhum momento se limita a escolher os crentes que aceitaram a ele, e sim aos que verdadeiramente fazem jus à suas escolhas, porque nós os escolhemos assim que o aceitamos. E como falei na semana passada, ninguém é escolhido por Deus, e não existem aqueles que são escolhidos para irem aos céus, e aqueles que são escolhidos para irem ao inferno, somos nós que fazemos as escolhas, e mesmo escolhendo a opção errada, o Pai assim estará conosco, crendo que nos arrependeremos e voltaremos a caminhar em comunhão com ele.

Não se engane achando que Deus nos direciona a optarmos por coisas erradas, que nos condena, Jesus veio para nos libertar, através da fé que temos no Senhor e pela Graça somos salvos dos nossos delitos e pecados e a todos é extensivo o amor. Jesus veio para todos nós.

E hoje, nessa noite de festa, oro ao Senhor que nós realmente compreendamos que necessitamos comungar com Cristo, buscar entender através de nossas fraquezas, de quem nós somos, melhores possibilidades de continuar e assim deixar transbordar a ação do Espírito Santo de Deus em nós, como co-participantes do Evangelho de Jesus e pessoas que souberam escolher o caminho e a verdade. E que essa prova de amor seja suficiente para entender que Ele está à sua espera, basta aceitar o convite e caminhar com Ele.

CEIA

E nessa trajetória, hoje celebramos a Ceia do Senhor, como momento de festa, de alegria, momento de relembrarmos Jesus, por nós, em nós, E SABERMOS QUE POR AMOR DE UM TODOS NÓS VIVEMOS EM LIBERDADE EM JESUS CRISTO.

“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem e comam; isto é o meu corpo.”

Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: “bebam dele todos vocês. Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados.”

ORAÇÃO FINAL

BENÇÃO

Que o amor de Deus, nosso Pai, a graça de nosso Senhor Jesus Cristo e as doces consolações do Espírito Santo estejam com todos vocês.

Além do Jardim

Onde você se escondeu?
Não sei mais onde buscar
Já lhe procurei no céu
Nas profundezas do mar…

Onde você se ocultou?
Bem longe do meu olhar
A alegria me deixou
Solidão me faz chorar

Chorei...

Nos vãos da desilusão
Nos corredores da dor
Nas rodas vãs do cifrão
Nos muitos tipos de amor

Talvez a luz seja ver
Bem mais além do jardim
Só posso encontrar você
Se olhar bem dentro de mim

Jorge Camargo

quarta-feira, outubro 14, 2009

Polícia e comunidade combatem crack

Principal arma da droga é o vício, que atinge cada vez mais jovens

Um projeto apresentado à Secretaria de Segurança Pública, une Polícia e comunidade no combate a uma das drogas mais consumidas hoje no Estado.
O inimigo está nas ruas e não escolhe as vítimas. A principal arma do crack é o vício e atinge cada vez mais jovens no Ceará. Durante muito tempo, ouvimos falar de propostas para afastar os jovens do crack. Dessa vez, é a própria comunidade que se mobiliza para mudar essa realidade e cria o movimento Ceará sem Drogas.
O projeto foi apresentado na tarde desta terça-feira (13) ao secretário de Segurança Pública do Estado. 20 organizações não-governamentais sugerem dez ações sociais ligadas a temas como educação, esporte, cultura e emprego.
O professor de hip hop Rogério Chaves faz parte do movimento H20, um dos autores do projeto. Ele levou para a reunião a própria experiência de vida para mostrar que é possível vencer a luta contra as drogas.
A idéia é atuar primeiro nas comunidades do Serviluz, São Miguel, Bom Jardim e Serrinha. O Secretário de Segurança, Roberto Monteiro, foi receptivo às sugestões apresentadas.
As soluções podem não ser imediatas, mas já significam um avanço nas políticas públicas de combate as drogas no Estado.

Fonte: http://tvverdesmares.com.br/bomdiaceara/policia-e-comunidade-combatem-crack/

domingo, outubro 11, 2009

31 anos...


Aqui se inicia uma outra fase
São três vezes uma década
Que se esvaem em mais de 10.950 dias
Às vezes, triste, mais vezes feliz
Se calcularmos mais, são ainda
262.800 horas, que se diferenciam em
vários formatos:
Dormindo, acordando, tomando banho,
De mau-humor, sentindo dor, chorando,
Sorrindo de felicidade, caindo, tentando...
Ainda não plantei árvore,
Tão pouco escrevi um livro,
Mas, já formei família,
Encontrei o AMOR, em cor,
Som, imagem, frescor, teor,
Dos sonhos, materializaram-se os filhos...
Dois, de uma só vez
Mas, para ser abusado, são gêmeos
E para ser metido, são um casal
Ainda não plantei árvore,
Tão pouco escrevi um livro
Sinto-me cansado, às vezes, incapaz
Mas, consciente de que ainda é só o começo
A vida continua, na estrada, na rua,
Nos palcos da nossa própria vida
Cabe à você escolher protagonizá-la,
Ou ser um mero espectador
Ainda não plantei árvore
Tão pouco escrevi um livro
São 31 anos, mais de 7 copas mundias,
Mas, só me recordo da última
Nesse caminho encontrei as pedras do poeta de Itabira,
Que foram desviadas, algumas vezes tropeçadas
Mas, convicto que preciso continuar
Ainda não plantei árvore
Tão pouco escrevi um livro
Na narrativa dessa história espero
Alcançar a maturidade dos meus filhos
Na sagacidade de viver melhor a cada dia
Plantarei uma árvore
Quiçá escreverei um livro
Mas, sabe amigo,
Ainda é tempo para recomeçar.
Venham mais décadas.

(Uma homenagem ao dia 10 de outubro de 2009,

meu aniversário de 31 anos – Eládio Batista)

terça-feira, setembro 29, 2009

A DIMENSÃO PROFÉTICA DA MISSÃO

Sempre que olhamos para a vida dos profetas, notamos sua capacidade de entender os desafios de sua geração e ser canal de Deus para a integral revelação das estruturas corrompidas pelo pecado humano, anunciando a Verdade e Justiça do Reino de Deus.

O profeta era a consciência moral de sua geração, e com tenacidade e coragem, expunha os "pontos de vista" de Deus e lembrando continuamente da vontade de Dele para a nação e desafiava o povo para que vivesse além de uma vida religiosa estéril, medíocre e hipócrita. Seu viver de excelência e compromisso com o Senhor era fruto de um coração sensível, capaz de sentir os gemidos de Deus ante os descaminhos dos homens.

Sonhamos em nossos dias com uma vida cristã autêntica e desejamos uma espiritualidade apaixonada, porém sadia e transformadora, onde a plena vontade de Deus é entendida e obedecida, assim como faziam os profetas. Como isso acontecerá se fechamos os nossos olhos para os problemas de nosso mundo?

Restaurar a dimensão profética da Missão significa reaprender a olhar as tudo a partir da ótica do Pai celeste e a quebrantar-se com aquilo que quebranta o coração de Deus. Numa época de religiosidade individualista, hedonista e insensível, somos chamados a olhar para os que estão desconectados por esse sistema corrupto e ser voz em favor dos que estão excluídos pela ganância dos homens. Para tanto, é necessário sensibilizar-se ante a dor e o sofrimento humano gerado pelas estruturas apodrecidas pelo pecado. A Missão exige que você e eu levantemos nossas vozes por justiça: "Abra a sua boca, julgue com justiça, defenda o pobre e o indigente". Provérbios 31:9

O testemunho cristão verdadeiro é aquele que sai do discurso e se faz em atos que promovam a dignidade de toda mulher e homem. O profeta Jeremias nos mostra que a prova que conhecemos a Deus é o fato de sermos instrumentos de justiça e misericórdia. "Julgou a causa do aflito e do necessitado, e por isso lhe sucedeu bem. Não é isso que significa conhecer-me? Diz o Senhor" – Jeremias 22:16.

A Rede Fale é um movimento de jovens, homens e mulheres que juntos oram e se manifestam em favor da justiça, desenvolvendo atividades que visam conscientizar e promover os valores do Reino de Deus no Brasil e no mundo, com especial atenção para os aspectos econômicos e seus efeitos na desigualdade e na ampliação da miséria através de campanhas temáticas. Entendemos que devemos assumir nossa vocação em favor daqueles que não podem se defender.
O que que Deus deseja de você? "E que o Senhor pede de você? Pratique a justiça e ame a misericórdia e ande humildemente com Deus" Miquéias 6:8.

Caio Marçal é Sec. de Mobilização da Rede FALE
E-mail: caioabu@gmail.com

quarta-feira, setembro 16, 2009

Aqui e Agora


Estava pensando sobre missões e cheguei à conclusão que muitos dos evangélicos imaginam e vivem missão ou evangelização como converter o outro, livra-lo do inferno, leva-lo a sua cultura evangélica, a ter uma linguagem evangélica, é tornar o não evangélico em evangélico. Queremos só salvar a alma da pessoa, só queremos salva-la do inferno.
Mas o que tenho percebido é que missão não é livrar do inferno e levar ao céu, mas é trazer o Reino do CÉU pra terra. Quantas pessoas nem precisam ir ao inferno, sua casa, seus relacionamentos, sua vida é o próprio inferno.
A missão é apregoar as Boas Novas que é o Reino dos céus, esse Reino está em nós, na favela, no asfalto, no morro, no shopping, a um toque, estenda as mãos: Eis o Reino! Como diz a música de um amigo, Márcio Cardoso, “O seu banquete é farto E todos são bem vindos” é um Reino de Amor, Misericórdia, vê o outro como superior, mas também de dignidade, justiça, sem preconceitos, de repartir o pão, de celebrar a vida, de brindar a alegria. Mas também de não conformismo, de lutar pelas causas tão nobres e atuais como o aquecimento global, ser solidário com as vítimas das enchentes, ser amigo nas necessidades, como diz a canção do Beto Geudes: “Vamos precisar de todo mundo Prá banir do mundo a opressão Para construir a vida nova Vamos precisar de muito amor A felicidade mora ao lado E quem não é tolo pode ver... Vamos precisar de todo mundo Um mais um é sempre mais que dois Prá melhor juntar as nossas forças É só repartir melhor o pão Recriar o paraíso agora Para merecer quem vem depois...” Esses são os ideais do Reino dos Céus.
Promova hoje o Reino dos céus! O Reino está entre nós! E aqui e agora!


Eládio e Karynne Batista

quinta-feira, agosto 13, 2009

Meus Filhos

Estava cantando e tocando violão com meus filhos e lembrei de uma musiquinha que fiz para eles quando começaram a saborear novos alimentos.

Eu como, como, como, como,
Como, como, como,
Pra ficar grandão
Pra ficar lindão.

Eu como,
Arroz, salada e feijão
Vê se não esquece,
A carne e o macarrão

Frutas, sucos, leite e muito pão
Mamãe nunca esquece
Amor de montão.

Karynne Batista

Casar



Casamento


Senti-me desafiado a escrever acerca de casamento, por este momento especial de suas vidas.

Não em função da mesmice de sempre, que geralmente ouvimos dizer, mas em sua realidade, porque o casamento é real, vivo.

Sou contrário ao que se fala de “felizes para sempre”, porque não vivemos em contos de fada, as circunstâncias inesperadas virão, elas existem.

Mas, sou partidário e acredito que casar-se é fazer o outro feliz em reciprocidade, empenho, escolha mútua e consciência.

Não existe um segredo.

Não existe uma fórmula, e muito menos equações matemáticas.

Existem duas pessoas que escolhem viver juntas, em unidade e amor, em respeito e fidelidade.

Dar as mãos para segurar.

Dar os ombros para apoiar, para encostar-se ao pé do ouvido.

Dar a companhia para sentir-se forte e aquecido.

Compartilhar as escovas de dente.

Fazer comida para dois.

Obstáculos virão, graças a Deus, porque assim a vida os proporcionará o conhecimento mútuo, e mesmo assim não será o suficiente para se conhecerem.

Porque o conhecer é gradativo, diário e nos permite entender a magnitude da vida, e os porquês de nós mesmos.

Sentir-se forte ao sentir alguém por perto, palpável, real.

E mesmo aos mais difíceis defeitos, escolhe permanecer junto e contribuir para uma nova possibilidade de mudar.

Casamento é riso, regado a lágrimas de alegria.

É viver na inquietude de proporcionar o melhor a cada momento.

É como descer ladeira abaixo quando nos vemos e os abalos dos nossos corpos começam a tremer.

É reconhecer no outro fortaleza naqueles momentos em que pensamos não ter forças, recorremos ao Paizinho e ao nosso lado sentimos o tempo unir-se a nós.

É encontrar no outro a nossa manha, jeito e semelhança.

É copiar os trejeitos e jeitos do dia-a-dia.

É na avalanche contribuir para a mansidão.

E quando se está só, sentir que falta um pedaço de mim.

É trilhar na conquista dessa vida, não se preparando para o amanhã, mas viver o hoje em boa companhia tomando um café.

É vencer o ócio, o não fazer e encontrar você.

Casar, acasalar, nascer do ventre os presentes que serão a materialização do amor que os uniu.

Vencer a vida na mais singela e difícil oportunidade.

E não deixar que o dia-a-dia vença e faça achar que se estava em contos de fada.

Porque a vida passa mesmo em dias lentos.

E o amor? O amor é abstenção diária e recíproca.

Casem-se e encontrem-se os sóis de cada amanhecer, mas não se esqueçam do conhecer de cada instante.

Amem-se, desejem-se e vislumbrem-se a maravilha da vida quando se está juntinho.


Eládio Batista

Esse é um texto para homenagear o mais novo casal de nossa igreja: Maelson e Val.

terça-feira, agosto 11, 2009

O Paradoxo da Grandeza

Fernando Pessoa no seu inesquecível “Poema em Linha Reta” confessa estar cansado de semideuses, porque não encontrou alguém grande o suficiente para, com dignidade, assumir-se humano e por isso mesmo sempre contraditório, muitas vezes fraco e outras tantas, vil. O caso é que todos gastamos a vida buscando grandeza. Jamais admitimos que somos um paradoxo, mortais e imortais ao mesmo tempo, santos e ao mesmo tempo pecadores. Luzes que muitas vezes enchemos a sala com nossas sombras. Tão magníficos e tão pequenos.
Paradoxalmente, o único ser realmente grande fez-se humilde e viveu por trinta e três anos em um dos lugares mais pobres de sua região. Mesmo sendo o Criador, uma vez humanizado, aprendeu o ofício de carpinteiro para se sustentar. Mesmo sendo adorado por anjos, recebeu humilde o escárniodos homens e jamais se defendeu - ainda que tivesse todo o potencial destrutivo em suas mãos.
Ele é onipotente, mas não tem a empáfia do poder, que leva à prepotência.
Sua onipotência - o poder máximo que se pode imaginar - levou-O a ter misericórdia dos impotentes. Sua perfeição tão somente O aproximou dos imperfeitos. Sua santidade O apaixonou pelos pecadores. Sua grandeza encheu seu coração de compaixão pelos pequeninos. Sua justiça O encheu de misericórdia pelos injustiçados. Eis a verdadeira grandeza. Aliás, o poder ganha um sentido maior e mais bonito quando, capazes de destruir, dominar, aniquilar, escolhemos restaurar, construir, abrir mão, simplesmente, por amor.
Esse é Deus e assim deveríamos ser, uma vez que somos sua imagem. Todavia, nossa busca pessoal pela grandeza afasta-nos definitivamente dela.
Faço coro com o questionamento do Poeta em sua “Teologia em linha reta”
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
O grande torna-se ainda maior quando se apequena por amor aos humildes. O pequeno, torna-se insignificante quando arroga-se da grandeza que não tem.

Pr. Domingos Rodrigues Alves
Igreja Betesda Aldeota